
Tom Vek, ex-astro indie, cria tocador digital e evita rótulo de 'retrô'
O músico britânico Tom Vek desenvolve o Sleevenote, um tocador de música digital em formato de hardware inspirado na estética de capas de vinil, mas rejeita comparações com a onda de aparelhos retrô do mercado.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Da música indie ao hardware: a nova fase de Tom Vek
O músico britânico Tom Vek, conhecido pelo álbum de estreia "We Have Sound" (2005) e por faixas usadas em "The O.C." e na trilha sonora de "Grand Theft Auto IV", dedica os últimos anos a um projeto fora dos palcos: o Sleevenote, um tocador de música digital em formato de hardware. Depois de discos como "Leisure Seizure" (2011) e "Newer Symbols" (2022), ele também virou designer de produto e fundador de startup.
O que é o Sleevenote
O Sleevenote nasceu em 2020 como um dispositivo quadrado do tamanho aproximado de um single de vinil de 7 polegadas, com tela touchscreen de alta resolução voltada para exibir capas de álbuns e encartes digitais. A ideia, segundo Vek, é recriar o ritual e o prazer estético de folhear uma capa de disco antes de ouvir a música — algo que ele considera perdido no streaming.
A campanha de financiamento coletivo do produto, lançada em 2020, buscava arrecadar £497.734 (cerca de US$ 658.210), com meta de vender ao menos mil unidades a um custo de £533 (cerca de US$ 707) cada. O protótipo trazia tela quadrada de 7,5 polegadas, 256 GB de armazenamento, amplificador Wolfson Class W, DAC Cirrus HQ e integração a Apple Music, Spotify e, depois, Bandcamp. O corpo foi projetado de forma modular, com peças unidas por parafusos em vez de cola, para facilitar reparos.
Desde então, a versão atual, batizada de Day One Edition, é menor e mais barata que o protótipo original e custa US$ 349. Ela toca apenas arquivos que o usuário já possui — sem Spotify, Tidal ou Qobuz —, com saída analógica de 3,5 mm ou saída digital USB-C para DACs externos.
Por que ele evita o termo "retrô"
Apesar da estética que remete a discos e CDs, Vek rejeita a associação do Sleevenote com a onda de tocadores de cassete e CD "retrô" que voltou ao mercado. Ele diz querer "ver ideias novas" e criar "produtos de tecnologia independente pensados com cuidado, que não poderiam existir em nenhuma outra época" — um dispositivo pensado para a era digital, não uma réplica do passado.
Negócio e visão
Vek é cofundador da startup por trás do Sleevenote ao lado de um sócio identificado como Chris, e usa um MacBook para o design de interface, gráficos e vídeos do projeto. Ele defende a compra digital de música como modelo mais vantajoso para os artistas do que o streaming. A empresa também se apresenta como plataforma: diz ser a única a permitir que artistas enviem diretamente encartes e capas exclusivas para seus lançamentos, incluindo liner notes e artes alternativas.