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E-sports06 de nov. de 2026, 07:45

Treinador brasileiro da Hacha lamenta falta de reconhecimento no Brasil

Guilherme "Nzg" Lemos diz ser mais conhecido na cena argentina do que na brasileira, mesmo liderando a Hacha na Série A e no CCT. Ele admite que a situação o incomoda.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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Treinador brasileiro, time argentino

Guilherme "Nzg" Lemos é brasileiro, mas hoje é mais reconhecido do outro lado da fronteira do que em seu próprio país. Treinador da Hacha, equipe de Counter-Strike 2 formada majoritariamente por jogadores argentinos, Nzg admitiu que a falta de visibilidade no Brasil o incomoda, mesmo com resultados que colocam a equipe entre as relevantes do circuito sul-americano.

Quem é a Hacha

A Hacha é uma equipe de CS2 que, segundo o próprio treinador, nasceu como um time da Série C da Gamers Club, no Brasil, e ao longo de cerca de um ano foi se transformando em um elenco quase inteiramente argentino — Lucasye é o único remanescente da formação original. Hoje a organização disputa competições como a Série A e o CCT (Circuito Competitivo de Torneos), além de ter participado recentemente do FiRe Last Chance, torneio presencial realizado em Buenos Aires. De acordo com dados do HLTV, a Hacha aparece no top 3 do ranking argentino e próxima da 210ª posição no ranking mundial.

"Isso me incomoda sim"

Ao site Dust2, Nzg foi direto: "hoje sou mais conhecido na cena argentina do que na brasileira". O treinador reconhece que tem portas abertas no país vizinho, mas não escondeu o desconforto com o cenário em casa. "Isso me incomoda sim. Estamos na Série A, no CCT, ganhamos dez rounds da Wildcard… sinto que falta sermos vistos", disse, citando o confronto direto contra a Wildcard, equipe norte-americana enfrentada pela Hacha no FiRe Last Chance.

A fala toca num problema conhecido do torcedor brasileiro de CS: profissionais que constroem carreira e conquistam espaço fora do país frequentemente só ganham atenção da mídia e do público local depois de já consolidados no exterior — quando não seguem praticamente invisíveis por aqui.

O que vem a seguir

No FiRe Last Chance, a Hacha venceu a BTH, mas caiu diante da Wildcard nas duas vezes em que a enfrentou, terminando o torneio na faixa de 9º a 12º lugar. Para Nzg, o caminho segue sendo mostrar resultado dentro de campo — Série A, CCT e novos torneios internacionais — na esperança de que o reconhecimento em casa acompanhe o que ele já recebe na Argentina.

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