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IAMercado05 de out. de 2026, 09:36

Trump cria força-tarefa federal para coordenar avanço da IA nos EUA

A Super Intelligence Force tem 120 dias para entregar um relatório sobre riscos e oportunidades da inteligência artificial, enquanto Trump tenta evitar 'regulação excessiva' sobre o setor.

Por Elias Brandão · Analista de IA e ética

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O que foi anunciado

Em post no Truth Social nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação da Super Intelligence Force (SIF), uma força-tarefa federal para coordenar as ações do governo americano sobre inteligência artificial — termo que, segundo o próprio Trump, deve ser oficialmente chamado de "superinteligência" dentro da administração.

Quem está no comando

Foto: reprodução/techcrunch.com

A força-tarefa terá quatro nomes à frente, todos reportando diretamente a Trump e à chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles: Jay Clayton, diretor de Inteligência Nacional dos EUA; Andrew Ferguson, presidente da FTC, a agência antitruste americana; Emil Michael, subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia; e Scott Kupor, diretor do Escritório de Gestão de Pessoal do governo federal.

O prazo e a missão

A SIF tem 120 dias para produzir um relatório sobre riscos e oportunidades da IA e desenvolver planos de resposta a ameaças — mas com uma ressalva explícita no próprio anúncio: evitar "regulação excessiva" que, segundo o governo, sufocaria a inovação do setor. Clayton resumiu a lógica por trás da urgência ao afirmar que o maior risco dos EUA é "não ser o primeiro" diante de competidores como a China.

O contexto que vem antes

O anúncio aconteceu dias depois de Trump se reunir com representantes de empresas como OpenAI, Anthropic — rival da OpenAI que também desenvolve modelos de ponta —, Google, Meta e Nvidia, maior fabricante de chips usados para treinar modelos de IA. Segundo relatos da reunião, as companhias teriam se comprometido com controles de segurança em camadas, incluindo avaliações internas, auditorias externas e análises em nível de conselho — compromissos voluntários, sem força de lei.

Os dois lados

Para o governo, a força-tarefa é uma forma de dar musculatura institucional a um setor que já envolve bilhões de dólares e decisões de segurança nacional. Para críticos de segurança em IA — incluindo pesquisadores que nos últimos dias deixaram empresas do setor alertando sobre riscos —, criar uma estrutura cujo mandato já inclui "prevenir regulação excessiva" é começar o debate com a resposta decidida antes da pergunta.

O que falta responder

Não está claro ainda se o relatório de 120 dias será público, nem que poder de fato a SIF terá para impor qualquer medida às empresas — o anúncio fala em "coordenar", não em regular.

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