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Mercado08 de ago. de 2026, 01:48

Trump impõe tarifa de 15% sobre polissilício para blindar chips dos EUA

Governo americano vai taxar em 15% importações de polissilício e seus derivados, matéria-prima usada em chips e painéis solares, numa medida voltada a conter a concorrência chinesa no setor.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Nova tarifa mira cadeia de suprimentos de chips

O governo dos Estados Unidos, sob o presidente Donald Trump, assinou uma proclamação impondo tarifa de 15% sobre o polissilício e seus produtos derivados. O polissilício é a matéria-prima usada tanto na fabricação de semicondutores quanto de painéis solares, o que torna a medida estratégica para dois setores considerados prioritários pela Casa Branca.

Segundo o fact sheet divulgado pela Casa Branca e reportagens da Bloomberg e do Olhar Digital, a tarifa alcança não apenas o polissilício bruto, mas também lingotes, lâminas (wafers), células e módulos solares produzidos a partir dele. A medida entra em vigor em 4 de dezembro de 2026, às 00h01 (horário local).

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

Preços mínimos de importação

Além da tarifa de 15%, o governo americano estabeleceu preços mínimos de importação para conter a entrada de produtos chineses vendidos abaixo do custo de mercado. De acordo com o Olhar Digital, os pisos definidos são de US$ 21 por quilo para o polissilício bruto e US$ 100 por quilo para lingotes e lâminas. No segmento solar, os preços mínimos ficaram em US$ 0,22 por watt para células e US$ 0,38 por watt para módulos.

Base legal e justificativa

A ação se apoia na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, mecanismo que permite ao presidente impor restrições comerciais por motivos de segurança nacional. O Departamento de Comércio conduziu uma investigação sob essa seção para avaliar o grau de dependência dos Estados Unidos em relação a fontes estrangeiras de polissilício.

Reportagens da Bloomberg e de outros veículos internacionais indicam que a medida busca proteger fabricantes americanos de polissilício, como Hemlock Semiconductor e Wacker Chemie, do avanço da China na cadeia de suprimentos de chips e energia solar.

Incentivo à produção doméstica

Segundo a apuração do Olhar Digital, o Departamento de Comércio pretende criar um programa de incentivos para empresas que investirem na construção de fábricas de polissilício em território americano. A Bloomberg complementa que a proposta prevê um mecanismo de compensação de curto prazo, que daria a fabricantes ainda dependentes de polissilício importado algum alívio em relação aos novos custos, desde que se comprometam a investir em capacidade produtiva nos Estados Unidos.

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