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Mercado12 de ago. de 2026, 23:47

Trump indica braço-direito de Carr para dar maioria plena à FCC

A indicação de Danielle Thumann Severs, assessora sênior do presidente da FCC, daria aos republicanos o terceiro assento e o quórum necessário para aprovar qualquer medida sozinhos.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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A indicação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou Danielle Thumann Severs, assessora sênior do presidente da FCC, Brendan Carr, para ocupar um dos dois assentos vagos na agência reguladora de comunicações do país. A confirmação pelo Senado daria aos republicanos três das cinco cadeiras da FCC — o máximo permitido por lei para um único partido, e o mínimo necessário para formar quórum sozinho.

Por que o quórum importa

A lei americana exige ao menos três comissários presentes para a FCC votar qualquer medida. Com apenas dois republicanos hoje — Carr e mais um colega —, a democrata Anna Gomez consegue, na prática, travar decisões ao recusar participar de sessões. Com o terceiro assento republicano confirmado, essa capacidade de bloqueio desaparece. A FCC passaria a ter maioria de 3 a 1, suficiente para aprovar qualquer pauta sem precisar de voto de oposição.

O histórico de Carr

Carr foi confirmado pelo Senado três vezes ao longo da carreira e assumiu a presidência da FCC em janeiro de 2025, indicado por Trump. Desde então, a agência tem avançado pautas caras ao governo, como revisão de regras de neutralidade de rede e de concentração de mídia. A indicação de uma assessora direta do presidente da agência para o cargo de comissária reforça o alinhamento do colegiado com a linha do próprio Carr.

O que ainda depende do Senado

A nomeação de Thumann Severs precisa passar por sabatina e votação no Senado antes de valer. Não há data confirmada para a sessão de confirmação. Trump não indicou substituto para a segunda cadeira vaga, reservada por tradição à oposição — o que, segundo críticos, deixaria a FCC sem qualquer voz democrata pela primeira vez em décadas.

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