
Truque no Rufus deixa Windows 11 tão leve que usa só 2,5 GB de RAM
Post viral no X mostrou instalação do Windows 11 via Rufus consumindo apenas 2,5 GB de 16 GB de RAM disponíveis. O resultado combina remoção de bloatware com um patch de otimização aplicado na gravação do instalador.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
O post que viralizou
Uma publicação da conta @soyaakinohara6, no X, mostrou um sistema com Windows 11 consumindo apenas 2,5 GB de RAM de um total de 16 GB disponíveis em repouso, segundo reprodução da Canaltech. O print do Gerenciador de Tarefas aponta uso de memória DDR4 a 2.133 MHz, com ocupação de só 16% da capacidade total da máquina.
Como o truque funciona
Foto: reprodução/wccftech.com
A instalação foi feita com o Rufus, aplicativo gratuito e de código aberto usado para criar pendrives bootáveis a partir de imagens ISO. A ferramenta permite pular etapas como verificação de Secure Boot e TPM durante a gravação do instalador do Windows 11, o que facilita a instalação em máquinas fora dos requisitos oficiais da Microsoft.
O próprio Rufus não remove bloatware de forma automática. Segundo a reportagem da Canaltech, o resultado leve depende de combinar a instalação via Rufus com a remoção manual de programas e arquivos considerados desnecessários, além da ativação de um "patch de melhoria de conveniência" que otimiza a compilação do sistema instalado.
O papel da atualização 26H2
Parte da economia de memória também é atribuída à atualização Windows 11 26H2, que a Microsoft tem posicionado como um avanço na redução do consumo geral de RAM do sistema. O ganho é mais perceptível em computadores com mais de 16 GB instalados — quantidade hoje considerada o mínimo recomendado para rodar o Windows 11 sem travamentos.
Limites do truque
A configuração leve mostrada no post vale para o sistema em repouso, sem programas abertos. Qualquer uso prático reduz essa margem rapidamente: abrir várias abas do Chrome, por exemplo, é suficiente para elevar o consumo de memória de forma significativa, segundo a análise da Canaltech.
Ainda assim, o caso mostra que parte do consumo de RAM atribuído ao Windows 11 vem de processos e aplicativos pré-instalados, não necessariamente do núcleo do sistema operacional. O Rufus continua sendo mais associado, no uso cotidiano, à instalação de sistemas em pendrives e ao contorno de requisitos de hardware do Windows 11 — não à otimização de desempenho. O post viral chamou atenção justamente por explorar esse uso alternativo da ferramenta.