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Mercado03 de set. de 2026, 10:43

Uber sai na frente da Waymo e lança robotáxi em Londres com a Wayve

Uber lançou nesta quinta o primeiro serviço comercial de robotáxi de Londres, batendo a Waymo na corrida. A tecnologia autônoma é da britânica Wayve e os carros ainda rodam com motorista de segurança a bordo.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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15 carros, mais de 100 mil interessados

Quinze. É esse o número de veículos autônomos que a Uber colocou nas ruas de Londres nesta quinta-feira (3) para abrir o primeiro serviço comercial de robotáxi da cidade — e o placar dessa corrida específica saiu Uber 1 x 0 Waymo. A frota é pequena de propósito: a empresa descreve o lançamento como uma implantação em fases, começando com "dezenas" de carros. Mesmo assim, mais de 100 mil londrinos já haviam sinalizado interesse pelo serviço dentro do app, segundo a Uber.

Quem dirige, afinal

A tecnologia de condução autônoma é da Wayve, startup britânica de inteligência artificial para veículos self-driving que assina agora seu primeiro serviço comercial ao público em qualquer lugar do mundo. Os carros — Ford Mustang Mach-E elétricos, com sensores instalados numa barra no teto — ainda rodam com motorista de segurança no volante, e a corrida de robotáxi só aparece como opção no app depois que a viagem já foi reservada, caso haja um veículo disponível por perto. A tarifa, pelo menos por enquanto, é a mesma cobrada nas corridas comuns de UberX, Uber Electric ou Uber Comfort.

Quem ganha e quem corre atrás

Quem sai na frente aqui é a dupla Uber-Wayve, que folgou na saída da disputa por Londres justamente contra a Waymo, a divisão de robotáxi do Google/Alphabet que vinha sendo apontada como favorita para estrear o serviço na cidade. A Waymo segue testando veículos no Reino Unido e disse à AFP que pretende lançar carros levando passageiros "sem ninguém no volante até o fim do ano, sujeito à aprovação do governo" — ou seja, ainda depende de autorização regulatória que a Uber e a Wayve já conquistaram para a fase supervisionada.

Para a Uber, a aposta em Londres é peça de um jogo maior: a empresa já sinalizou planos de levar o mesmo modelo — parceria com terceiros donos da tecnologia autônoma, como fez também com Nissan — para outras dez cidades, incluindo Tóquio. Quem perde terreno, por ora, é a Waymo, que via Londres como porta de entrada na Europa e agora observa a concorrente aplicativo abrir o mercado primeiro, ainda que com motorista humano de reserva a bordo.

O detalhe que separa promessa de produto: enquanto a Uber já cobra tarifa e roda passageiro pagante, a Waymo segue em fase de teste. A régua da corrida por robotáxis mudou — não é mais só quem testa mais quilômetros, é quem consegue tirar motorista de segurança do carro primeiro, mantendo a licença.

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