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Gadgets13 de out. de 2026, 01:12

Ubuntu 26.10 chega com GNOME 51 e kernel Linux 7.3: veja o que muda

O 'Stonking Stingray' traz animações mais fluidas, login por passkey e utilitários de linha de comando totalmente migrados para Rust. Veja se vale trocar o Ubuntu 26.04 pela nova versão.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que muda no dia a dia com o Ubuntu 26.10

Testar uma nova versão do Ubuntu sempre me deixa na mesma pergunta: isso vai mudar algo na minha rotina ou é só número de versão subindo? Com o Ubuntu 26.10, batizado de "Stonking Stingray", a resposta é mais interessante do que o normal. A base é o GNOME 51, ambiente gráfico que organiza janelas, menus e configurações do sistema, e o kernel Linux 7.3, o núcleo que conversa direto com a placa-mãe, o processador e os drivers da sua máquina.

Na prática, o GNOME 51 entrega animações mais fluidas mesmo com a máquina sob carga, graças a um reaproveitamento do escalonamento de quadros do Mutter, o compositor de janelas do GNOME. Dá para sentir isso ao arrastar janelas enquanto algo pesado roda em segundo plano, tipo compilar código ou renderizar vídeo. Outra mudança que vai direto para o cotidiano é a nova grade de encaixe de janelas no estilo Windows, com seletor visual de layout, e o suporte a login por FIDO2/passkeys, para quem já trocou senha por chave de segurança física.

Comparando com o Ubuntu 26.04

Quem vem do Ubuntu 26.04 LTS, lançado em abril, vai notar que o salto é mais estrutural do que visual. O destaque é a conclusão da migração dos utilitários de linha de comando para Rust, linguagem focada em segurança de memória. Comandos do dia a dia como cp, mv e rm agora rodam na implementação uutils, o que reduz brechas de segurança clássicas desse tipo de software. Também saiu o dbus-daemon tradicional, substituído pelo dbus-broker, peça que gerencia a comunicação entre programas do sistema.

Do lado gráfico, a atualização do Mesa para a versão 26.2 melhora o suporte a Vulkan, API usada por jogos e softwares de edição para tirar mais proveito da GPU. Já a gestão de memória baixa foi revista para proteger processos do desktop de serem encerrados à força pelo OOM killer, o mecanismo que mata programas quando a RAM aperta — bom para quem já viu o GNOME travar durante uma edição pesada no Ubuntu 26.04.

Vale a pena atualizar?

Para quem usa o Ubuntu no notebook ou desktop pessoal e gosta de acompanhar novidades, sim: o 26.10 chega em 15 de outubro com ganhos reais de fluidez e segurança, sem pedir hardware muito mais robusto que o 26.04. Mas vale lembrar que é uma versão intermediária, com suporte de apenas nove meses — quem prioriza estabilidade de longo prazo deve esperar a próxima LTS, prevista para 2028, e manter o 26.04 por enquanto.

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