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IAMercado10 de set. de 2026, 21:28

Universal Music e ElevenLabs vão lançar plataforma de remix com IA

A Universal Music Group fechou acordo plurianual com a ElevenLabs para criar uma plataforma de IA que deixa fãs remixarem faixas de artistas participantes. É o primeiro contrato da startup com uma grande gravadora.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O anúncio

Duas empresas. Um acordo plurianual. A Universal Music Group (UMG, uma das maiores gravadoras do mundo) e a ElevenLabs (startup de IA de voz e áudio) confirmaram em 10 de setembro de 2026 uma parceria estratégica para criar uma plataforma de música com inteligência artificial.

A ferramenta ainda não tem nome público. Vai permitir remixes, mashups, novas interpretações de faixas e experiências vocais personalizadas, usando catálogo licenciado.

Foto: reprodução/variety.com

Como funciona a participação

Só entra quem quiser. Artistas e compositores da UMG precisam optar por participar antes que suas músicas fiquem disponíveis na plataforma. Não é adesão automática.

As empresas dizem que os artistas que participarem serão "adequadamente compensados". Não há número, percentual ou modelo de remuneração divulgado.

Por que importa

É o primeiro acordo da ElevenLabs com uma grande gravadora. A startup já tem produtos próprios de música, como o ElevenMusic, mas essa plataforma nasce separada, dentro da parceria com a UMG.

O movimento acontece depois de anos de tensão entre gravadoras e empresas de IA musical. A UMG processou o Udio e a Suno por uso não autorizado de músicas protegidas por direitos autorais. Agora aposta na estratégia oposta: licenciar em vez de brigar na Justiça.

Em nota, o CEO da UMG, Sir Lucian Grainge, disse que uma IA "responsável" pode aprofundar o vínculo entre artistas e fãs e abrir novas fontes de receita. O CEO da ElevenLabs, Mati Staniszewski, falou em novas formas de interação com artistas favoritos.

O que ainda falta responder

A plataforma segue em desenvolvimento. Três perguntas continuam sem resposta: como exatamente os artistas serão remunerados e em qual proporção; quando a ferramenta chega ao público e em quais mercados; e quanto vai custar para o fã usar, e quais artistas vão aderir primeiro.

Até a UMG e a ElevenLabs destravarem essas informações, o acordo continua sendo, na prática, uma intenção assinada — não um produto no ar.

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