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Segurança05 de out. de 2026, 09:42

Urna eletrônica 2026: os mecanismos que protegem seu voto

Entre inspeção de código-fonte, assinatura digital e urna sem internet, o processo eleitoral passa por mais de 40 auditorias. Veja o que cada mecanismo faz e como o eleitor pode conferir o resultado.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que é

A segurança do voto eletrônico nas Eleições 2026 não depende de um único recurso, mas de uma cadeia de verificações que começa meses antes do primeiro voto e só termina com a divulgação dos boletins. Segundo levantamento do Canaltech, confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral, órgão que organiza e fiscaliza as eleições no Brasil), o sistema passa por cerca de 40 processos de auditoria antes, durante e depois do pleito.

Antes da votação, oito entidades — entre elas Senado Federal, Ministério Público Federal, CGU e a Sociedade Brasileira de Computação — tiveram acesso aos códigos-fonte das urnas, disponibilizados para inspeção desde outubro de 2025, em busca de vulnerabilidades. Em maio ocorreram o Teste Público de Segurança, aberto a investigadores externos, e o Teste de Confirmação, que verifica se as falhas apontadas foram corrigidas.

Em 4 de setembro, os sistemas foram assinados digitalmente e lacrados pelo TSE. Essa assinatura funciona como uma espécie de "impressão digital" matemática do programa: qualquer alteração, mesmo de uma linha de código, muda o resultado da verificação e aciona alerta nos mecanismos de fiscalização. Os hashes cumprem papel semelhante — são sequências geradas a partir dos arquivos que mudam automaticamente se o conteúdo for modificado, permitindo checar a integridade do software instalado. Outro ponto citado é que a urna usada para votar funciona isolada de redes, sem depender de conexão à internet durante a votação.

No dia da eleição, cada urna imprime a zerésima antes do primeiro voto, comprovando que nenhum candidato tem registros prévios, e urnas sorteadas passam por teste de integridade com cédulas de papel para comparar o resultado. Depois da votação, o boletim de urna (BU) traz a contagem de votos, brancos, nulos e comparecimento da seção, com QR Code para conferência, e os dados seguem criptografados até a totalização pelo TSE.

Quem é afetado

Todo eleitor que vota com urna eletrônica é impactado diretamente por esses mecanismos — eles existem justamente para que qualquer pessoa, e não só técnicos, possa confiar no resultado sem precisar entender criptografia.

O que fazer ou verificar

  • Guarde ou fotografe o comprovante exibido na seção para conferir depois o boletim de urna publicado pelo TSE;
  • Desconfie de conteúdos que alegam fraude sem citar auditoria, hash ou boletim específico — são elementos verificáveis publicamente;
  • Busque informações sobre o processo eleitoral em fontes oficiais do TSE ou veículos de checagem antes de compartilhar denúncias não confirmadas;
  • Lembre-se de que a análise do código-fonte é feita por entidades independentes, não apenas pelo próprio TSE.

Atualização (04/10, 06:37): TSE atualiza a interface da urna eletrônica com tipografia mais legível, barra de progresso e ampliação da interpretação em Libras para votos em branco, nulo e de legenda.

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