
Vazou versão jogável completa do F-Stop, prequela cancelada de Portal
Leakers juntaram as peças do F-Stop, protótipo da Valve que antecederia Portal, usando o vazamento de 12 terabytes de agosto e dados que surgiram depois no Discord do Valve Cut Content.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O prequel de Portal que nunca devia existir, agora dá pra jogar
Se você acompanha o universo de Portal, franquia de puzzles em primeira pessoa da Valve (estúdio americano por trás de Half-Life e da plataforma Steam), já deve ter ouvido falar do F-Stop. Era um protótipo cancelado que tentava ser o que veio antes do primeiro Portal, e agora, graças a um trabalho de arqueologia digital de leakers, dá para jogar uma versão quase completa dele.
De onde vieram os arquivos
A maior parte dos assets saiu daquele vazamento gigante de 12 terabytes de dados do Steam que pegou todo mundo de surpresa em agosto. Só que esse leak original não trazia o código-fonte nem os dados dos mapas do F-Stop — essas peças que faltavam apareceram depois no Discord do projeto Valve Cut Content, e foi aí que a comunidade conseguiu montar o quebra-cabeça completo. O resultado, segundo quem testou, está praticamente pronto: faltam só algumas texturas e falas de diálogo, mas o jogo é estável e dá pra terminar a campanha.
Qual é a ideia do F-Stop
A mecânica central gira em torno de uma câmera experimental da Aperture Science (a empresa fictícia do universo Portal) que permite capturar objetos do mundo real em fotos e depois movê-los ou alterá-los para resolver os puzzles. O projeto nasceu dentro dos “Directed Design Experiments” de 2007, quando a Valve dividiu a equipe em times menores para testar ideias de jogos do zero — e foi esse experimento específico que, reformulado, acabou virando a base conceitual do Portal que todo mundo conhece.
Por que isso importa pra você, jogador
Aqui vale o ponto de sempre: a Valve nunca confirmou oficialmente lançar o F-Stop, e provavelmente nunca vai. Então essa é a única forma que a comunidade vai ter de experimentar esse pedaço de história de um dos estúdios mais respeitados da indústria. Por outro lado, é bom lembrar que estamos falando de material vazado sem autorização — rodar a build tem toda aquela zona cinzenta de sempre quando se trata de conteúdo não oficial de uma empresa que não pediu pra isso vir à tona. Mas para quem é fã de preservação de jogos e curioso sobre como ideias de gameplay evoluem até se tornarem clássicos, é um prato cheio.