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MercadoGadgets08 de set. de 2026, 10:27

Venda de dobráveis cresce 150% no Brasil e formato 'livro' domina

Categoria de celulares dobráveis cresceu 150% em vendas no Brasil entre 2024 e 2026, segundo a Samsung, enquanto o formato 'livro' deve responder por 65% do mercado mundial neste ano.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que sustenta a virada

Cento e cinquenta por cento. Foi esse o crescimento em vendas de celulares dobráveis no Brasil entre 2024 e 2026, segundo Renato Citrini, gerente sênior da Samsung Brasil. O salto ajuda a explicar por que a indústria inteira está migrando para um único formato: o "livro", que abre como um caderno e cresce por dentro, em vez da "concha", que dobra ao meio como os antigos flip phones.

Por que o livro ganhou a disputa

Foto: reprodução/9to5google.com

A Samsung lançou a 8ª geração da linha Galaxy Z nesta semana, e o Galaxy Z Fold8 já vem com proporção 4:3 — mudança que facilita o uso do teclado e dos aplicativos, ponto que pesava contra as telas mais estreitas da geração anterior. A versão Ultra da linha entrega uma área de tela equivalente a dois aparelhos de 6,5 polegadas lado a lado. Do lado técnico, duas tecnologias tornaram o avanço possível: o Flex Titanium, que reduz a marca do vinco na dobra, e as baterias de silício-carbono, que cabem mais carga em menos espaço. Do lado do consumidor, a soma resultou em aparelhos mais finos e mais duráveis — dois problemas que afastavam compradores até pouco tempo atrás.

Quem ainda resiste — e quem vem por trás

Nem todo mundo migrou. A Huawei mantém o Pura X Max em formato 3:2 pensado para produtividade e segue como a única grande marca vendendo um trifold, o Mate XT. Já a Apple, historicamente atrasada nesse mercado, é aguardada com seu primeiro iPhone dobrável ainda em 2026, possivelmente em formato "passaporte" — mais compacto que o padrão atual. Segundo a consultoria Counterpoint Research, o formato livro deve responder por 65% das vendas mundiais de dobráveis neste ano, enquanto os modelos concha perderam quase metade do volume no primeiro semestre. A IDC projeta crescimento de 30% no mercado global de dobráveis em 2026 — puxado justamente pela entrada da Apple. A pergunta que fica é se o mercado brasileiro, ainda pequeno perto do chinês, vai continuar crescendo nesse ritmo depois que o dólar e o custo de memória RAM baterem no bolso do consumidor.

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