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Gadgets21 de out. de 2026, 15:00

Vídeo vazado do iPhone Duo mostra ponto mole perto da dobradiça

Vazamento mostra que a tela do primeiro dobrável da Apple forma rugas visíveis quando pressionada perto da dobradiça, levantando dúvida sobre durabilidade.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Tela sensível demais?

Um vídeo que circula desde esta semana nas redes chinesas, atribuído a um usuário do Weibo identificado como Kang, mostra algo que ninguém esperava ver antes da chegada oficial do iPhone Duo às lojas, prevista para esta sexta-feira (23): a tela interna do primeiro dobrável da Apple forma rugas visíveis quando alguém passa o dedo com pressão sobre a região da dobradiça. O leaker Ice Universe, conhecido por antecipar detalhes de hardware da Apple e da Samsung, amplificou o achado chamando-o de descoberta chocante.

Na prática, o vinco da tela é discreto quando o aparelho está parado — a Apple sempre vendeu isso como diferencial sobre a concorrência. O problema aparece no toque: a camada que cobre a dobradiça é incomumente mole, e múltiplas unidades testadas por Kang apresentaram o mesmo comportamento.

Foto: reprodução/gsmarena.com

Vidro fino, mas até que ponto

A explicação mais provável, especulada pela imprensa especializada, é que a Apple usa um vidro ultrafino de espessura variável — mais fino bem no ponto da dobra, para permitir a flexão, e mais espesso nas bordas, para resistir a quedas e arranhões. É a mesma lógica usada por fabricantes como a Corning em outros dobráveis do mercado. A diferença é que, segundo quem testou, a camada de cobertura seria substituível a um custo relativamente baixo caso sofra desgaste — algo que amenizaria o problema, mas ainda não resolve a sensação de fragilidade ao toque.

Ninguém, até agora, confirmou se isso é só uma peculiaridade do design ou um problema real de durabilidade a médio prazo. A Apple não comentou.

Vale o preço no Brasil?

Ainda não sabemos o preço do iPhone Duo por aqui, mas a essa altura já é certo que ele vai brigar na faixa mais cara do mercado de dobráveis, território hoje ocupado pelo Galaxy Z Fold8. E é exatamente aí que esse detalhe pesa: quem paga o preço de um dobrável de primeira geração da Apple não quer descobrir, dias depois da compra, que a tela mais cara do mercado também é a mais vulnerável ao toque do dia a dia. Até a Apple confirmar oficialmente o que está por trás dessa maciez, o conselho é o mesmo de sempre com hardware recém-lançado: esperar as primeiras unidades reais circularem fora do controle de laboratório antes de tirar o cartão da carteira.

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