
Vivo tem o 5G mais rápido do mundo pelo 3º ano seguido, diz Opensignal
A operadora lidera o ranking global da Opensignal entre países de grande extensão territorial, com rede que já cobre mais de 1 mil cidades e 73% da população brasileira.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
362 Mbps que colocam o Brasil na liderança global
A Vivo venceu pelo terceiro ano seguido a categoria de 5G mais rápido do mundo entre operadoras de países de grande extensão territorial, segundo o Opensignal Global Awards, da consultoria britânica Opensignal, especializada em medir experiência real de rede móvel. Em 2024, a companhia registrou média de 365,6 Mbps de download; em 2025, a marca recuou levemente para 362,1 Mbps — ainda assim suficiente para manter o topo do ranking na categoria.
O que pesa na conta
A metodologia da Opensignal não usa testes em laboratório: a velocidade média sai de testes iniciados pelos próprios usuários e de medições automáticas feitas em intervalos aleatórios, em condições reais de uso. É um critério mais exigente do que benchmarks controlados, porque reflete a rede sob carga de tráfego real — e é justamente aí que a Vivo tem sustentado a vantagem.
Quem está na briga
A comparação, porém, tem nuances. A Coreia do Sul, via operadora KT, apareceu à frente em velocidade absoluta em 2025, com 470,7 Mbps — mas compete em categoria própria, a de países de menor extensão territorial, junto com mercados como Singapura. A vitória da Vivo é dentro do grupo de países com mais de 200 mil km², o que a coloca em disputa direta com potências de escala territorial parecida, não com cidades-estado hiperdensas onde a infraestrutura é naturalmente mais concentrada.
Cobertura ainda é o gargalo
Se a velocidade já convence, a expansão segue como o próximo capítulo. Segundo a Vivo, a rede 5G está disponível em mais de 1 mil cidades brasileiras, alcançando 73% da população. No segundo trimestre de 2026, a companhia chegou a 978 cidades atendidas — 325 a mais do que no mesmo período de 2025, ritmo de expansão que sugere corrida por escala antes que concorrentes reduzam a distância.
Por que isso importa para o mercado
Para a Vivo, o título é ativo de marketing recorrente, mas também sinaliza algo mais concreto: eficiência de espectro e investimento em infraestrutura que, em tese, sustentam ARPU mais alto e menor churn em um mercado de telecom brasileiro pressionado por concorrência de preço. O desafio agora é converter liderança técnica em monetização, num cenário em que 5G ainda é vendido mais como diferencial de rede do que como serviço premium efetivamente pago à parte pelo consumidor.