
Vivo X Fold 6 chega ao mercado global com bateria de 7.000mAh e câmera de 200MP
Depois de debutar na China em junho, o dobrável mais recente da Vivo chega aos mercados globais a partir de 1º de outubro, com bateria maior, câmera principal de 200MP e preço europeu de cerca de €2.199.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um dobrável que não teve pressa em sair da China
A Vivo, fabricante chinesa de smartphones do grupo BBK (a mesma marca por trás da Oppo), sem relação com a operadora brasileira de telecom, finalmente levou o X Fold 6 para fora de casa. O aparelho foi apresentado na China em junho e só agora, em outubro, chega à Europa e a outros mercados globais — um intervalo que, na velocidade do mercado de dobráveis, já é suficiente para a concorrência evoluir.
E é aí que mora o primeiro estranhamento de quem acompanha a categoria: o X Fold 6 mantém o formato quase quadrado quando aberto, com tela interna de 8,02 polegadas e externa de 6,51 polegadas, ambas AMOLED com 120Hz e pico de até 5.000 nits. É uma proporção que lembra mais os dobráveis de duas gerações atrás do que os modelos finos e alongados que Samsung, Honor e a própria Vivo vêm empurrando para o mercado. Não é um problema de qualidade — é uma escolha de design que parece deliberadamente old-school.
O que realmente mudou desde o X Fold 5
A engenharia, pelo menos, não ficou parada. A bateria salta de 6.000mAh no X Fold 5 para 7.000mAh de silício-carbono no X Fold 6, uma das maiores já vistas em um dobrável, com carregamento de 80W com fio e 40W sem fio. Na prática, isso deve significar menos ansiedade de bateria no fim do dia — um dos maiores calos dos dobráveis até hoje.
A câmera também deu um salto expressivo: o sensor principal vai de 50MP para 200MP, acompanhado de teleobjetiva periscópica com certificação Zeiss APO e ultra-wide de 50MP. A Vivo ainda oferece um teleconversor Zeiss de 200mm como acessório — um recurso de nicho, mas que mostra a ambição fotográfica do aparelho. Por baixo do capô, o processador é o MediaTek Dimensity 9500 Super Edition, com até 16GB de RAM e 1TB de armazenamento na versão chinesa (globalmente, as configurações ficam em 12GB de RAM com 256GB ou 512GB). O corpo tem 4,4mm de espessura aberto e 228g, com certificação IP58/IP59 contra água e poeira e dobradiça garantida para 600 mil ciclos.
Vale o preço para quem está no Brasil?
Na Europa, a versão 12GB/512GB sai por cerca de €2.199 — hoje, perto de R$ 13 mil na conversão direta, sem impostos de importação. A Vivo não vende smartphones oficialmente no Brasil (e a marca de celulares nem compete aqui com a operadora homônima), então quem quiser o X Fold 6 só consegue via importação, pagando impostos que facilmente dobram esse valor.
Vale a pena? Para quem já pensa em dobrável como objeto de desejo e aceita pagar o preço (e a dor de cabeça) da importação, a bateria de 7.000mAh e a câmera de 200MP são upgrades reais, não só número de ficha técnica. Mas para o público geral brasileiro, o X Fold 6 continua sendo uma curiosidade de vitrine: sem rede de assistência local, sem garantia oficial e com um design que, admitamos, já parece um tanto datado ao lado dos rivais mais finos. Fica mais como notícia de tecnologia do que como opção de compra.