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Mercado24 de ago. de 2026, 12:29

Volkswagen admite erro no touch e traz de volta botões físicos

A montadora reconheceu que apostar só em comandos sensíveis ao toque foi um tropeço de design e vai reintroduzir botões físicos em modelos futuros, a começar pelo ID.2all.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O recuo que a Volkswagen não queria fazer, mas fez

A Volkswagen admitiu publicamente que errou ao substituir botões físicos por comandos touch em seus veículos, com destaque para a linha elétrica ID. A fabricante reconheceu que apostar exclusivamente em superfícies capacitivas — vista internamente como sinônimo de modernidade — não atendeu às necessidades reais dos motoristas.

De volta aos botões, começando pelo ID.2all

Foto: reprodução/insideevs.com

Andreas Mindt, chefe de design da Volkswagen, afirmou à imprensa: "We will never, ever make this mistake any more. On the steering wheel, we will have physical buttons" — ou seja, o volante volta a ter botões físicos, sem mais adivinhação por toque. A mudança começa pela versão de produção do ID.2all. Funções essenciais — volume, climatização, ventilação e o acionamento do pisca-alerta — ganham controles físicos dedicados, sem depender de menus touch para operações básicas.

Por que isso importa para quem compra e para quem vende

A autocrítica da Volkswagen expõe um limite prático da corrida por cabines cada vez mais digitais: elegância de design não compensa perda de funcionalidade quando o motorista precisa desviar os olhos da pista para ajustar o ar-condicionado. Os controles deslizantes e touchpads no volante, criticados por serem pouco intuitivos e distrativos, davam lugar a frustração no uso diário. Para a concorrência, é um recado: rivais que seguiram o mesmo caminho totalmente touch — e são vários no segmento elétrico — agora enfrentam a pressão de justificar por que ainda não fizeram o mesmo ajuste.

O que ainda falta confirmar

A Volkswagen não detalhou publicamente um calendário completo de quais outros modelos, além do ID.2all, receberão os controles físicos, nem quando a mudança chega às linhas vendidas fora da Europa. Ao admitir o erro, a montadora tenta recuperar a confiança de um consumidor que, segundo a própria empresa, sempre priorizou praticidade e segurança sobre a estética de uma cabine parecida com a de um smartphone — um raro caso de fabricante reconhecendo que inovação mal calibrada também pode virar passivo de marca.

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