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MercadoGadgets29 de set. de 2026, 10:58

Volkswagen aposenta o ID.4 e aposta tudo no novo ID.Tiguan elétrico

Depois de mais de 950 mil unidades vendidas, o SUV elétrico ID.4 sai de cena para dar lugar ao ID.Tiguan, que estreia em outubro e chega às lojas europeias no início de 2027.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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950 mil unidades é o número que a Volkswagen quer superar

A Volkswagen, montadora alemã que é uma das maiores fabricantes de veículos do mundo, vai aposentar o nome ID.4 — seu SUV elétrico mais vendido, com mais de 950 mil unidades comercializadas desde o lançamento em 2021 — e também o ID.5, para batizar o sucessor de ambos com um nome já consagrado no mundo a combustão: ID.Tiguan. A estreia oficial acontece no início de outubro, com vendas começando na Europa já em 2027 antes de chegar a outros mercados, incluindo os Estados Unidos.

Por que trocar um nome que vendia bem

A decisão expõe o cálculo de múltiplos que toda montadora tradicional está refazendo diante da desaceleração do apetite por elétricos puros. Em vez de manter uma grife própria para a linha ID., a Volkswagen amarra o novo SUV elétrico ao nome mais forte do seu catálogo a combustão — o Tiguan é, disparado, um dos modelos mais vendidos da marca globalmente. É uma aposta de marketing: em vez de convencer o consumidor a confiar em uma nomenclatura nova, a empresa importa a familiaridade de um nome que já vende sozinho, aproximando visualmente o elétrico do irmão a gasolina, com um design de SUV mais angulado e convencional.

O movimento também sinaliza uma correção de rota técnica. O ID.4 teve a produção pausada em 2024 e, ao ser retomado, passou a vir só com a bateria maior — o que empurrou o preço de entrada para cima. O ID.Tiguan promete resolver parte dessa equação com bateria e trem de força atualizados, mais autonomia, carregamento mais rápido e melhor desempenho em clima frio, além de um interior com botões físicos de volta ao painel, atendendo à queixa recorrente de motoristas sobre telas touch em excesso.

Quem ganha e quem perde

Quem ganha é a própria Volkswagen, que reaproveita o reconhecimento de marca do Tiguan para tentar reacender vendas de elétricos num momento de demanda mais fria na Europa e nos EUA. Ganha também o consumidor que reclamava de comandos por toque e falta de autonomia. Quem perde é a estratégia original da família ID., que nasceu para ser a submarca elétrica autônoma da Volkswagen e agora é parcialmente absorvida pelo nome que ela deveria substituir — um sinal de que, para montadoras tradicionais, o caminho até a eletrificação plena segue mais tortuoso do que o anunciado há cinco anos.

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