
Wabi, agente de IA que cria mini-apps, vale US$ 1,25 bi após rodada
A startup de Eugenia Kuyda, fundadora da Replika, captou US$ 55 milhões em rodada liderada pela IVP, elevando sua avaliação para US$ 1,25 bilhão apenas 11 meses após o pre-seed.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
O número que importa
US$ 1,25 bilhão. É esse o valuation que a Wabi, agente pessoal de IA que cria mini-aplicativos a partir de prompts e hoje funciona como um mensageiro com capacidades agênticas, atingiu após captar US$ 55 milhões em uma nova rodada. O aporte foi liderado pela IVP, fundo de venture capital do Vale do Silício, com participação de Andreessen Horowitz (a16z), Forerunner Ventures e do Amazon Alexa Fund, além de investidores-anjo como Tobi Lütke (CEO da Shopify), Marc Benioff (CEO da Salesforce), Marissa Mayer (ex-Yahoo) e Dick Costolo (ex-Twitter).
Velocidade que chama atenção
O que salta aos olhos não é só o valor absoluto, mas o ritmo. A Wabi havia fechado uma rodada pre-seed de US$ 20 milhões em novembro de 2025 — ou seja, em cerca de 11 meses a empresa multiplicou seu valuation e somou US$ 75 milhões captados em apenas duas rodadas. Esse tipo de aceleração costuma refletir mais a disputa dos fundos por posição em um setor aquecido do que necessariamente métricas consolidadas de receita ou base de usuários, que não foram divulgadas pela empresa.
O produto e o pivô
A Wabi nasceu permitindo que qualquer pessoa criasse aplicativos simples via comandos em linguagem natural. Recentemente, a startup pivotou para uma experiência de mensageria em que o agente de IA conversa com o usuário e monta mini-apps e espaços colaborativos sob demanda — para planejar refeições, organizar encontros ou criar jogos de trivia entre grupos de amigos.
O que isso sinaliza para o mercado
A fundadora, Eugenia Kuyda, já havia criado a Replika, uma das pioneiras em companheiros de IA conversacional, o que explica o interesse imediato de fundos e anjos de peso. Para o mercado de agentes de IA, a rodada reforça a tese de que produtos que combinam agente conversacional com geração de interface sob demanda são vistos como a próxima fronteira de consumo em IA. Resta saber se receita e retenção vão acompanhar a régua de valuation que o mercado já decidiu aplicar.