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Mercado07 de ago. de 2026, 00:02

Waymo cutuca Tesla: só câmeras não bastam para carro autônomo seguro

Codiretor-executivo da Waymo diz que depender apenas de câmeras limita a segurança de carros autônomos e defende o uso combinado de câmeras, radar e LIDAR, como faz a empresa — ao contrário da Tesla.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Waymo critica abordagem da Tesla

Dmitri Dolgov, codiretor-executivo da Waymo, afirmou durante uma palestra na Startup School da Y Combinator que apostar apenas em câmeras para veículos autônomos é uma estratégia limitada. Embora não tenha citado a Tesla nominalmente, a crítica mira diretamente a arquitetura "camera-only" (só câmeras) adotada pela montadora de Elon Musk, batizada internamente de "Tesla Vision".

Segundo Dolgov, sistemas baseados exclusivamente em câmeras podem alcançar desempenho comparável ao de um motorista humano, mas "sensoriamento fraco leva a uma curva de segurança que se estabiliza cedo demais" para permitir operação totalmente autônoma, sem ninguém ao volante. Ele descreveu o avanço da confiabilidade em autonomia como uma "escada exponencial de noves", em que cada novo patamar de segurança exige cerca de dez vezes mais trabalho de engenharia.

Por que a Waymo usa vários sensores

A Waymo combina câmeras, radar e LIDAR — sensor a laser que mapeia o ambiente em três dimensões — numa fusão que, segundo Dolgov, é "muito superior" ao que qualquer sensor isolado conseguiria entregar. Câmeras sozinhas, argumenta o executivo, falham em cenários como tempestades de poeira, escuridão total, contraluz forte ou quando a lente é encoberta — situações em que radar e LIDAR continuam funcionando.

O histórico de Musk contra o LIDAR

A Tesla removeu radar de seus carros em 2021 e sensores ultrassônicos em 2022, apostando integralmente em câmeras e visão computacional. Em 2019, Elon Musk chamou o LIDAR de "um empreendimento de tolo" e disse que "qualquer um que dependa de LIDAR está condenado", classificando a tecnologia como cara e desnecessária.

Números em disputa

A Waymo afirma ter rodado cerca de 220 milhões de milhas em operação só com passageiros, com 94% menos acidentes graves que motoristas humanos — o equivalente a ser cerca de 17 vezes mais segura. A empresa realiza hoje cerca de meio milhão de corridas pagas por semana em 15 cidades, sem monitor de segurança a bordo, com meta de chegar a 1 milhão de viagens semanais.

Já a Tesla soma 380 mil milhas rodadas em modo totalmente autônomo desde o lançamento do Robotaxi, serviço ainda restrito a áreas delimitadas de Austin, no Texas, e que em parte da operação mantém um monitor humano no banco da frente. Reportagens citadas por veículos internacionais apontam taxa de acidentes cerca de três vezes pior que a de motoristas humanos para o sistema da Tesla.

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