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Mercado06 de nov. de 2026, 07:46

Waymo vai operar sem exclusividade do Uber em Austin e Atlanta

A partir de janeiro de 2028, a empresa de carros autônomos passa a vender corridas direto pelo próprio app nessas duas cidades, mantendo por ora a parceria com o Uber em outros mercados.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O que muda, e quando

Em janeiro de 2028, a Waymo, empresa de carros autônomos controlada pela Alphabet, dona do Google, vai encerrar a exclusividade que mantém com o Uber em Austin e em Atlanta, nos Estados Unidos. A partir dessa data, os passageiros dessas duas cidades vão poder chamar um robotáxi da Waymo diretamente pelo aplicativo da própria empresa — como já acontece em Phoenix, São Francisco e Los Angeles — e não só pelo app do Uber.

O que continua igual, por enquanto

Apesar do anúncio, nada muda hoje: o Uber confirmou que vai continuar exibindo carros da Waymo no próprio app "enquanto as duas empresas concordarem", e o contrato vigente mantém essa parceria pelo menos até maio de 2028 — ou seja, a janela entre o fim da exclusividade e um possível fim completo da parceria ainda não está definida.

Por que a Waymo quer o próprio app

A justificativa, segundo a co-CEO da Waymo, Tekedra Mawakana, é que pegar um robotáxi pelo Uber hoje é "um pouco um jogo de azar": o passageiro nunca sabe com certeza se vai cair num carro autônomo ou num carro com motorista humano até o app confirmar a corrida. Para a Waymo, isso trava algo estratégico — a relação direta com quem usa o serviço, que só dá pra construir com um canal próprio.

Quem ganha e quem perde

A Waymo ganha controle total da experiência e dos dados de quem usa o serviço nessas cidades, sem depender da interface do Uber. O Uber, por sua vez, não fica sem alternativa: a empresa já tem uma rede de parceiros de robotáxi que inclui Avride, Motional, May Mobility e investimentos em Nuro e Lucid, com meta somada de cerca de 20 mil robotáxis na frota — a saída da Waymo da exclusividade em duas cidades específicas reduz a dependência do Uber numa única fornecedora, mas também significa competir de frente com um parceiro que, em outros mercados, segue dentro de casa.

O que ainda não se sabe

Não está claro se esse modelo de "app próprio" vai se repetir em outras cidades depois de Austin e Atlanta, nem o que acontece com preços e disponibilidade quando o passageiro passar a escolher entre dois apps separados para a mesma frota de carros.

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