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Gadgets16 de out. de 2026, 09:45

Windows 11 fica até 20% mais responsivo e respira melhor com 8GB de RAM

Microsoft afirma que meses de ajustes de memória tornaram o Windows 11 até 20% mais responsivo, com ganhos que pesam mais em PCs com 8GB de RAM — a configuração mais comum no Brasil.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Spec virando sensação no dia a dia

Tem número que fica só no papel e tem número que a gente sente na ponta do dedo. A Microsoft diz que este é o segundo caso: segundo a empresa, o Windows 11 está até 20% mais responsivo do que estava antes de uma leva de ajustes de memória, e a diferença fica mais evidente justamente em quem roda o sistema com 8GB de RAM — a quantidade mais comum em notebooks vendidos no Brasil nos últimos anos.

A comparação, segundo reportagens que tiveram acesso aos números da empresa, foi feita entre a build 26300.9550 (mais recente) e a build 26200.7628 (anterior), medindo o tempo de resposta de Busca, Menu Iniciar, menu de contexto do botão direito, Configurações, Snipping Tool e Explorador de Arquivos. Antes do ajuste, essas tarefas simples — abrir uma pasta, clicar com o botão direito, chamar o menu Iniciar — eram visivelmente mais lentas em máquinas com memória limitada. É esse antes e depois que a Microsoft está vendendo como a geração "mais enxuta" do Windows 11.

Foto: reprodução/wccftech.com

O que muda debaixo do capô

A empresa diz que o sistema agora consegue manter até 2GB adicionais de dados ativos na memória RAM, em vez de jogar esse conteúdo para o armazenamento, que é muito mais lento. Na prática, isso significa menos travadinha ao abrir um app extra ou uma aba nova do navegador quando a memória já está apertada. Outro ajuste pontual: os widgets passaram a carregar somente quando são abertos, o que libera mais de 200MB em máquinas com 8GB de RAM ou menos. As melhorias de responsividade, segundo a Microsoft, também aparecem em Start, Explorador de Arquivos, Busca, Snipping Tool, Microsoft 365 e no navegador Edge.

Foto: reprodução/windowslatest.com

Desde quando a Microsoft trabalha nisso

Esse movimento não nasceu agora. Em agosto de 2026, a própria Microsoft já havia reconhecido publicamente que o Windows 11 pesava demais em PCs com 8GB de RAM e prometido um regime de dieta no sistema até o fim do ano, citando ajustes no alocador de memória e em componentes como WinUI 3 e WebView2. O pano de fundo é econômico: o preço da memória RAM subiu de forma expressiva entre 2025 e 2026, o que tornou o upgrade de hardware uma saída cara para quem sente o PC engasgar — e colocou peso extra sobre a Microsoft para otimizar o software em vez de depender de mais RAM física.

O que isso significa pra quem tem PC simples no Brasil

Aqui é onde a conta fecha ou não fecha para o bolso brasileiro. Boa parte dos notebooks populares vendidos no país ainda roda com 8GB de RAM, exatamente o público que a Microsoft diz estar priorizando. Se o ganho prometido se confirmar fora do laboratório, dá para esperar menos trava ao alternar entre abas do navegador e aplicativos do dia a dia, sem precisar trocar de máquina ou colocar mais memória. Vale um pé no freio, no entanto: testes independentes citados por outros veículos mediram ganho real em notebooks com 16GB, mas não encontraram diferença perceptível em uma máquina com 8GB. Ou seja, a promessa é boa, mas a confirmação prática ainda está em aberto — e deve ficar mais clara quando a atualização chegar fora do canal Insider, prevista para ainda este ano.

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