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Mercado17 de ago. de 2026, 15:33

Wispr capta US$ 280 milhões e chega a US$ 2 bi para ir além do ditado

Rodada Series B liderada pela Menlo Ventures eleva o total captado pela startup a US$ 361 milhões, com receita crescendo mais de 150% ao trimestre há quatro trimestres seguidos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 280 milhões é o número que importa

A Wispr, dona do app de ditado por IA Wispr Flow, fechou uma rodada Series B de US$ 280 milhões a uma valuation de US$ 2 bilhões, anunciada nesta segunda-feira (17). A rodada foi liderada pela Menlo Ventures e eleva o total captado pela startup a US$ 361 milhões — menos de dez meses depois de sua Series A2, que já havia sido oversubscribed.

O múltiplo por trás do salto

O apetite dos investidores é sustentado por crescimento de receita acima de 150% em cada um dos últimos quatro trimestres, além de adoção em mais de 125 mil empresas e uma base de milhões de usuários. Participaram da rodada os fundos que já estavam na base acionária — Notable Capital, NEA, Neo Ventures, 8VC e MVP Ventures — e um pelotão de novos entrantes: Acrew, Forerunner, Goodwater, Peak XV, Together Fund e PLUS Capital. A rodada também atraiu um grupo de atletas e figuras públicas como Dak Prescott, Joe Burrow, Klay Thompson e Shaun White como investidores-anjo.

Quem ganha: a Wispr quer deixar de ser só ditado

O dinheiro financia a expansão da empresa para além do reconhecimento de voz simples. A Wispr lançou há um mês o Wispr Interface Labs, unidade dedicada a interfaces de voz mais amplas, e em fevereiro havia estreado no Android. O carro-chefe técnico do momento é o Canto, novo modelo proprietário de fala que a empresa diz reduzir a taxa de erro de 30% para menos de 10% — um salto de precisão que é o principal argumento comercial contra concorrentes de ditado por voz.

Quem fica pressionado

Com valuation dobrando em menos de um ano de intervalo entre rodadas, a Wispr eleva a régua para rivais menores no mercado de voice AI, que agora competem com uma companhia mais capitalizada, com receita em trajetória de triplicar ano a ano e clientes corporativos como Nvidia e Amazon já na base, segundo apurações anteriores sobre a mesma rodada.

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