
Wispr capta US$ 280 milhões e chega a US$ 2 bi para ir além do ditado
Rodada Series B liderada pela Menlo Ventures eleva o total captado pela startup a US$ 361 milhões, com receita crescendo mais de 150% ao trimestre há quatro trimestres seguidos.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
US$ 280 milhões é o número que importa
A Wispr, dona do app de ditado por IA Wispr Flow, fechou uma rodada Series B de US$ 280 milhões a uma valuation de US$ 2 bilhões, anunciada nesta segunda-feira (17). A rodada foi liderada pela Menlo Ventures e eleva o total captado pela startup a US$ 361 milhões — menos de dez meses depois de sua Series A2, que já havia sido oversubscribed.
O múltiplo por trás do salto
O apetite dos investidores é sustentado por crescimento de receita acima de 150% em cada um dos últimos quatro trimestres, além de adoção em mais de 125 mil empresas e uma base de milhões de usuários. Participaram da rodada os fundos que já estavam na base acionária — Notable Capital, NEA, Neo Ventures, 8VC e MVP Ventures — e um pelotão de novos entrantes: Acrew, Forerunner, Goodwater, Peak XV, Together Fund e PLUS Capital. A rodada também atraiu um grupo de atletas e figuras públicas como Dak Prescott, Joe Burrow, Klay Thompson e Shaun White como investidores-anjo.
Quem ganha: a Wispr quer deixar de ser só ditado
O dinheiro financia a expansão da empresa para além do reconhecimento de voz simples. A Wispr lançou há um mês o Wispr Interface Labs, unidade dedicada a interfaces de voz mais amplas, e em fevereiro havia estreado no Android. O carro-chefe técnico do momento é o Canto, novo modelo proprietário de fala que a empresa diz reduzir a taxa de erro de 30% para menos de 10% — um salto de precisão que é o principal argumento comercial contra concorrentes de ditado por voz.
Quem fica pressionado
Com valuation dobrando em menos de um ano de intervalo entre rodadas, a Wispr eleva a régua para rivais menores no mercado de voice AI, que agora competem com uma companhia mais capitalizada, com receita em trajetória de triplicar ano a ano e clientes corporativos como Nvidia e Amazon já na base, segundo apurações anteriores sobre a mesma rodada.