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Mercado09 de out. de 2026, 10:54

X leva hub 'Gametime' para a MLB e mira cobrir todos os esportes profissionais

Depois de nascer focado na NFL, o recurso de esportes do X chega à liga de beisebol dos EUA e deve incluir a NBA em breve, numa aposta para atrair anunciantes.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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De recurso de futebol americano a vitrine o ano todo

O X (antigo Twitter) está levando o Gametime, hub de esportes lançado em agosto focado na NFL (liga de futebol americano dos EUA), para a MLB (Major League Baseball, a liga profissional de beisebol dos EUA). É o primeiro passo de um plano maior: transformar o recurso em destino permanente para todos os esportes profissionais, segundo anúncio da empresa na Advertising Week New York.

Como funciona o Gametime

O hub centraliza placares em tempo real, atualizações lance a lance, transmissões de jogos, estatísticas de times e ligas, notícias, conteúdo de criadores e discussões entre fãs — tudo em um único lugar dentro do próprio X. Com a expansão, torcedores de beisebol passam a acompanhar os playoffs de 2026 e participar de discussões organizadas por jogo e por liga.

Por que a MLB primeiro

A escolha não é aleatória: a liga de beisebol está em plena temporada de playoffs, período de pico de engajamento de fãs — exatamente o tipo de audiência que o X quer vender para anunciantes. Segundo a chefe de publicidade global da empresa, o Gametime evoluiu de um produto focado em futebol americano para um destino escalável para esportes, atraindo forte demanda entre grandes anunciantes.

Próxima parada: NBA

O X já confirmou que conteúdo de outras ligas chega em breve, citando nominalmente a NBA (liga de basquete profissional dos EUA) como próxima adição. A meta declarada é tornar o Gametime uma presença constante no feed, não apenas durante grandes eventos sazonais como o Super Bowl.

Quem ganha: anunciantes e o próprio X

A expansão é peça central da estratégia do X para recuperar anunciantes depois do acordo firmado em 2026 com a Federação Mundial de Anunciantes (WFA), entidade que reúne grandes marcas globais e havia reduzido investimentos na plataforma por preocupações com moderação de conteúdo. Fãs de esporte são território valioso: audiência engajada, recorrente e historicamente atraente para marcas. Se o Gametime realmente virar destino ano todo, quem ganha é o X, com mais inventário publicitário, e as ligas parceiras, que ampliam distribuição. Quem fica de fora, por ora, são os fãs de esportes ainda não contemplados, como os de basquete, que terão de esperar a próxima fase do rollout.

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