
X leva hub 'Gametime' para a MLB e mira cobrir todos os esportes profissionais
Depois de nascer focado na NFL, o recurso de esportes do X chega à liga de beisebol dos EUA e deve incluir a NBA em breve, numa aposta para atrair anunciantes.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
De recurso de futebol americano a vitrine o ano todo
O X (antigo Twitter) está levando o Gametime, hub de esportes lançado em agosto focado na NFL (liga de futebol americano dos EUA), para a MLB (Major League Baseball, a liga profissional de beisebol dos EUA). É o primeiro passo de um plano maior: transformar o recurso em destino permanente para todos os esportes profissionais, segundo anúncio da empresa na Advertising Week New York.
Como funciona o Gametime
O hub centraliza placares em tempo real, atualizações lance a lance, transmissões de jogos, estatísticas de times e ligas, notícias, conteúdo de criadores e discussões entre fãs — tudo em um único lugar dentro do próprio X. Com a expansão, torcedores de beisebol passam a acompanhar os playoffs de 2026 e participar de discussões organizadas por jogo e por liga.
Por que a MLB primeiro
A escolha não é aleatória: a liga de beisebol está em plena temporada de playoffs, período de pico de engajamento de fãs — exatamente o tipo de audiência que o X quer vender para anunciantes. Segundo a chefe de publicidade global da empresa, o Gametime evoluiu de um produto focado em futebol americano para um destino escalável para esportes, atraindo forte demanda entre grandes anunciantes.
Próxima parada: NBA
O X já confirmou que conteúdo de outras ligas chega em breve, citando nominalmente a NBA (liga de basquete profissional dos EUA) como próxima adição. A meta declarada é tornar o Gametime uma presença constante no feed, não apenas durante grandes eventos sazonais como o Super Bowl.
Quem ganha: anunciantes e o próprio X
A expansão é peça central da estratégia do X para recuperar anunciantes depois do acordo firmado em 2026 com a Federação Mundial de Anunciantes (WFA), entidade que reúne grandes marcas globais e havia reduzido investimentos na plataforma por preocupações com moderação de conteúdo. Fãs de esporte são território valioso: audiência engajada, recorrente e historicamente atraente para marcas. Se o Gametime realmente virar destino ano todo, quem ganha é o X, com mais inventário publicitário, e as ligas parceiras, que ampliam distribuição. Quem fica de fora, por ora, são os fãs de esportes ainda não contemplados, como os de basquete, que terão de esperar a próxima fase do rollout.