tech & talk
Xbox04 de set. de 2026, 09:13

Xbox Cloud Gaming passará a ter limite de horas jogadas

A partir de novembro, assinantes Ultimate perdem o streaming ilimitado na nuvem e passam a ter cota mensal de horas. Quem não assina o Game Pass poderá comprar tempo de jogo avulso.

Por Marx Walker · Editor-Chefe

Compartilhar

A Microsoft anunciou uma reformulação nas regras do Xbox Cloud Gaming, o serviço de streaming de jogos na nuvem incluído no Game Pass, que até hoje permitia uso ilimitado para assinantes elegíveis. A partir de novembro, cada plano passa a ter um teto mensal de horas: 15 horas para quem paga o Game Pass Ultimate, 10 horas no Premium e 5 horas no Essential.

A própria Xbox reconheceu o tamanho da mudança em comunicado oficial: "Hoje, assinantes elegíveis do Game Pass podem fazer streaming sem esses limites mensais de horas", afirmou a empresa, chamando a nova política de "uma mudança significativa, particularmente para jogadores que costumam passar mais tempo jogando via nuvem". A Microsoft admitiu ainda que, na prática, o resultado é um custo mais alto para uma parte da base de assinantes — só que a empresa estima que o impacto direto ficará restrito a 4% dos assinantes do Game Pass.

Pay-as-you-go: quem não assina também vai poder jogar na nuvem

O outro lado do anúncio é uma porta de entrada nova: quem não tem Game Pass ativo poderá comprar horas avulsas de cloud gaming pela loja Xbox, usando esse tempo para rodar jogos que já possui em dispositivos compatíveis. A Microsoft descreve a novidade como uma alternativa pensada para "mercados onde consoles são menos disponíveis ou acessíveis" — um público que hoje fica de fora do ecossistema por não ter hardware ou por não querer pagar assinatura recorrente.

Falta o detalhe que mais importa: o preço

Até aqui, a Microsoft não divulgou quanto vai custar cada hora extra para quem estourar a cota do Ultimate, nem o valor da modalidade avulsa para quem não assina nada. Segundo a empresa, "vamos compartilhar preços e mais detalhes antes de as mudanças entrarem em vigor", ou seja, só perto de novembro.

Impacto para o bolso do jogador brasileiro

A justificativa oficial é o custo crescente de infraestrutura: "migrar para limites mensais nos permite continuar oferecendo o serviço enquanto seguimos investindo em confiabilidade e performance", diz a Xbox. Na prática, quem joga bastante via nuvem — perfil comum entre quem usa celular, Smart TV ou notebook fraco no lugar de um console — vai precisar recalcular o valor da assinatura Ultimate ou pagar a mais para manter a rotina. Para o consumidor brasileiro, que já lida com o Game Pass em preço convertido e reajustado periodicamente, a cobrança extra por hora pode pesar ainda mais no orçamento até que a Microsoft revele os valores.


Atualização (03/09, 21:56): Mais de 1 milhão de assinantes do Game Pass devem ser diretamente afetados pelo corte no streaming em nuvem anunciado nesta semana. A Microsoft afirma que a mudança atinge cerca de 4% da base do Game Pass — hoje estimada em 30 milhões de assinantes —, o que resulta em mais de 1,2 milhão de usuários que hoje jogam via nuvem sem limite e passarão a esbarrar em teto mensal a partir de novembro. O corte, já noticiado, também é escalonado por plano: 15 horas/mês no Ultimate, 10 horas no Premium e 5 horas no Essential, com opção de comprar horas extras na loja da Xbox — inclusive para quem não assina o Game Pass, desde que já possua o jogo.

xbox
Compartilhar