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GamesMercado30 de set. de 2026, 20:45

Xbox não está à venda, garante chefe da divisão de games da Microsoft

Asha Sharma negou rumores de que a Microsoft cogitaria vender ou desmembrar o Xbox, depois que a The Information revelou discussões internas entre Satya Nadella e Amy Hood sobre o futuro da marca.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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A resposta que a comunidade gamer esperava (ou temia)

Se você é dos que colocaram fé (e assinatura mensal) no Xbox Game Pass, essa semana teve um alívio. Asha Sharma, que assumiu a chefia da divisão de games da Microsoft, saiu a público para desmentir os rumores de que a empresa estaria estudando vender o Xbox. Em entrevista, ela foi direta: "Xbox não está à venda". E completou que a Microsoft vai "fazer o que for preciso para preparar a empresa para o sucesso".

Parece pouco, mas pra quem acompanha de perto o imbróglio, é a primeira negativa direta e nominal vinda de dentro do primeiro escalão do Xbox.

De onde veio o rumor

Tudo começou em junho, quando a revista The Information publicou que o CEO Satya Nadella e a CFO Amy Hood estariam avaliando opções para o futuro do Xbox — incluindo transformar a divisão em subsidiária própria, formar uma joint venture ou simplesmente desmembrar o negócio de games da Microsoft. Mais recentemente, a mesma publicação voltou ao assunto dizendo que os dois executivos teriam avançado nessa discussão, o que reacendeu a desconfiança de quem já vinha acompanhando os cortes de pessoal e o fechamento de estúdios dentro do Xbox ao longo do ano.

Não é força de expressão dizer que esse tipo de notícia mexe com o bolso e com o coração do jogador. Quem migrou a biblioteca toda para o Game Pass, comprou um console pensando no ecossistema de nuvem e exclusivos, ou simplesmente confia na marca pra decidir onde investir tempo e dinheiro, tem todo o direito de perguntar: e se isso for vendido, o que acontece com o que eu já paguei?

O que muda (ou não) pra quem joga

Sharma tentou blindar justamente esse ponto, reforçando o compromisso de longo prazo da Microsoft com o Xbox. Mas vale o contexto: a fala dela vem num momento de reestruturação real, com demissões em massa e fechamento de estúdios já confirmados neste ano — o que ajuda a explicar por que boa parte da comunidade recebeu a negativa com um pé atrás. Desmentido oficial é bom, mas depois de um ano de cortes, é natural que o público espere ver a prática acompanhar o discurso antes de respirar aliviado de vez.

Por ora, fica o registro: quem manda no Xbox diz que a marca segue de pé, dentro de casa. O que vem a seguir — inclusive sobre o tal "modelo operacional" citado por Sharma — é o que vai definir se essa confiança se confirma.

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