Xbox pode ter mais três rodadas de demissões até janeiro, diz Fortune
Segundo a Fortune, a CEO da Xbox, Asha Sharma, está planejando novas rodadas de corte de pessoal ainda em outubro, além de novembro e janeiro. A marca já demitiu 1.868 pessoas das 3.200 anunciadas em julho.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O que a Fortune apurou
A Xbox ainda não fechou a conta das demissões. De acordo com reportagem da revista Fortune, replicada pelo The Verge, a CEO da Xbox, Asha Sharma, está planejando três novas rodadas de corte de pessoal: uma ainda neste mês de outubro, outra em novembro e a terceira em janeiro. É importante marcar que isso é informação dada como certa pela Fortune, com fontes internas ouvidas sob anonimato — não é um anúncio oficial da Microsoft, e os próprios planos podem mudar de cenário até lá.
Asha Sharma assumiu o comando da Xbox em fevereiro de 2026, indicada por Satya Nadella para sucederr Phil Spencer, que ficou décadas na empresa. Ela chegou sem bagagem de jogos — veio do time de produtos de IA da Microsoft e, antes disso, foi COO da Instacart, serviço americano de entrega de compras de supermercado — e isso tem sido tema recorrente entre quem acompanha o mercado gamer.
Por que isso é importante pra quem joga
Em julho, Sharma anunciou um "reset" organizacional da Xbox, admitindo que o negócio "não está saudável" e que a divisão opera com margens de 3 a 10 vezes menores que concorrentes de plataforma e publicação. Na prática, isso significou o anúncio de até 3.200 demissões ao longo do ano fiscal 2027 da Microsoft (que termina em junho de 2027) — quase 20% do quadro da Xbox — além da saída de estúdios historicamente ligados à marca, como Arkane Studios, Compulsion Games, Double Fine, Ninja Theory e Undead Labs, que deixaram o controle direto da empresa.
Segundo a Fortune, desse total projetado, 1.868 pessoas já foram demitidas até agora. Ou seja: mesmo com a meta de 3.200 ainda não batida, a Xbox já cortou mais da metade do que havia prometido, e as próximas três rodadas devem fechar essa conta nos próximos meses.
O impacto pra estúdios e jogadores
Pra quem trabalha ou torce por jogos da casa, o recado é de instabilidade prolongada: times menores, projetos reavaliados e a sensação de que o período de reestruturação está longe do fim. Sharma, em entrevistas recentes, reconheceu a pressão do cargo, dizendo ser difícil ser CEO de primeira viagem "onde todo mundo vê tudo que você faz", mas reafirmou aposta na Xbox como "parte importante da Microsoft por muito tempo". Resta saber se as próximas rodadas de corte, se confirmadas, vão atingir estúdios específicos ou ficar concentradas em áreas corporativas — isso a reportagem ainda não detalha.