tech & talk
GadgetsMercado21 de out. de 2026, 15:00

Xiaomi 18 Pro chega à Europa com tela traseira, mas bateria menor

Versão global do Xiaomi 18 Pro vaza com preço a partir de €1.449, mas troca parte da bateria generosa da versão chinesa por carregamento mais rápido.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

Compartilhar

A segunda tela chega ao mundo todo

O Xiaomi 18 Pro e o 18 Pro Max, que já existiam na China com aquela telinha extra na tampa traseira — pensada para notificações e preview de câmera sem precisar abrir o aparelho —, estão prestes a ganhar versão global, segundo vazamentos consistentes reunidos pelo Canaltech e confirmados por GSMArena e Android Authority. A tela secundária tem 2,7 polegadas no Pro e 2,9 no Pro Max, em painel AMOLED de 120 Hz.

Por dentro, os dois modelos usam o Snapdragon 8 Elite Gen 6, da Qualcomm, fabricado em processo de 2nm — o Pro Max leva a variante Extreme, ainda mais empurrada. A dupla de câmeras traseiras de alta resolução e o conjunto de carregamento rápido completam uma ficha técnica de topo de linha.

O porém: bateria encolheu na viagem

Aqui está o detalhe que todo leaker destacou: a versão global corta bateria em relação à chinesa. O 18 Pro sai de 7.000 mAh na China para algo em torno de 6.000-6.200 mAh fora dela; o 18 Pro Max cai de 8.500 mAh para cerca de 7.050-7.200 mAh. Em compensação, o carregamento com fio do Pro cai de 100W para 90W globalmente — uma pequena perda ali também —, enquanto o Pro Max mantém 100W. Carregamento sem fio de 50W segue em ambos.

São cortes que a indústria já fez antes com outros modelos chineses ao cruzar fronteira, geralmente por conta de regulação de transporte de baterias ou ajuste de custo. Ainda assim, pesa no prato da balança para quem comparava a especificação da versão doméstica.

Vale o preço no Brasil?

Os valores vazados — €1.449 para o 18 Pro com 256GB, €1.649 para 512GB, e €1.849 para o 18 Pro Max — ainda não são oficiais, e a Xiaomi não confirmou se o Brasil está no primeiro lote de mercados a receber esses modelos. Convertendo direto, o preço de entrada já bate perto de R$ 9 mil, antes de qualquer imposto de importação ou margem local — e aqui a conta histórica da Xiaomi no Brasil sempre inflaciona além da cotação do euro. Se a marca decidir trazer a linha 18 Pro para cá, a pergunta que vai valer é simples: telinha traseira bonita compensa perder autonomia frente ao modelo chinês e pagar o pedágio de importação brasileiro? Para quem já tem o 17 Pro rodando bem, a resposta tende a ser não.

xiaomixiaomi 18 prosmartphonetela traseirapreço
Compartilhar