
Xiaomi 18 Pro vem mais caro: presidente da marca confirma reajuste
Lu Weibing, presidente da Xiaomi e chefe da divisão de celulares, admitiu em rede social chinesa que o Xiaomi 18 Pro custará mais que o antecessor. Ele promete que o valor será considerado justo diante das mudanças de hardware.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O aumento confirmado pelo próprio chefe da Xiaomi
Não é rumor de vazador nem estimativa de analista: o aumento de preço do Xiaomi 18 Pro saiu da boca de quem manda na divisão de celulares da fabricante chinesa. Lu Weibing, presidente da Xiaomi e responsável pelo negócio de smartphones da empresa, respondeu a um usuário no Weibo — rede social chinesa equivalente a um misto de Twitter/X com recursos de blog — e confirmou que o novo modelo custará mais caro que o Xiaomi 17 Pro. Na resposta, ele foi direto: o preço vai subir, mas "todo mundo vai achar razoável", nas palavras atribuídas a ele.
Quanto custava o modelo anterior
Foto: reprodução/xiaomiui.net
O Xiaomi 17 Pro parte de 5.699 yuans na China, o equivalente a cerca de R$ 4.347 na cotação atual. Não há ainda número oficial para o 18 Pro, mas o mercado especula um piso próximo de 6.000 yuans, o que representaria um salto de aproximadamente 20% — Weibing não cravou o valor, apenas confirmou a direção do reajuste.
O que justificaria pagar mais
A aposta da Xiaomi é que o hardware sustente o preço mais alto. O executivo chamou a linha 18 Pro de maior atualização já feita em um celular top da marca, citando avanços em quatro frentes: desempenho, tela secundária, tela principal e câmeras. Entre os destaques: processador Snapdragon de sexta geração inédito no mercado, câmeras Leica — parceria alemã de óptica que a Xiaomi mantém há alguns anos — com dois sensores de 200 MP, bordas de apenas 0,99 mm e baterias generosas, 7.000 mAh no Pro e 8.500 mAh no Pro Max. O software também estreia: HyperOS 4, a camada própria da fabricante sobre o Android.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora a pergunta de sempre: a Xiaomi não tem histórico de trazer sua linha Pro top de linha ao mercado brasileiro nos mesmos moldes da China, e quando algo semelhante chega por aqui, impostos e frete costumam mais que dobrar o valor de tabela chinês. Se o 18 Pro repetir o padrão de saltos de geração — mais bateria, mais câmera, chip novo — a atualização parece justificável no papel. Mas o preço real para o consumidor brasileiro só aparece se e quando a Xiaomi decidir importar oficialmente o aparelho, o que ainda não foi confirmado. Por ora, fica a promessa do presidente da empresa: bit mais caro, mas "razoável". O lançamento oficial na China está marcado para 23 de setembro.