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Gadgets06 de out. de 2026, 21:28

Xiaomi 18 Ultra é cancelado após vazamento apontar preço 'caro demais'

Vazador chinês Digital Chat Station afirma que a Xiaomi engavetou o 18 Ultra por considerar o preço inviável: o topo de linha sairia por cerca de R$ 2.230 a mais que o 17 Ultra.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Topo de linha que não vai nascer

Um vazamento está dando o que falar entre quem acompanha o mercado de smartphones: o Xiaomi 18 Ultra, sucessor natural do 17 Ultra, teria sido cancelado internamente pela própria Xiaomi antes mesmo de chegar à fase de anúncio oficial. O motivo, segundo a informação, é simples e direto — a empresa concluiu que o aparelho ficaria caro demais para se sustentar comercialmente.

A informação parte do vazador chinês Digital Chat Station, fonte conhecida por antecipar especificações de smartphones no mercado asiático, em publicação feita na rede social Weibo (posteriormente removida, o que acende um sinal de alerta sobre a durabilidade da informação). Segundo ele, a versão de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento do 18 Ultra sairia por cerca de 9.999 a 10.000 yuans — na cotação direta, algo entre R$ 7.380 e R$ 7.428.

Quanto ficaria mais caro que o 17 Ultra

O comparativo com a geração anterior é o que dói no bolso. O Xiaomi 17 Ultra, lançado com a mesma proposta de topo de linha, chegou ao mercado chinês por 6.999 yuans (configuração de 12 GB/512 GB) — na prática, cerca de R$ 2.230 mais barato que o valor especulado para o sucessor, mesmo entregando mais espaço de armazenamento. É um salto de preço que, numa comparação direta de geração para geração, soa desproporcional diante do que normalmente se vê em upgrades de flagship.

Vale lembrar: nenhum desses números é oficial. São estimativas que circulam a partir de uma fonte extraoficial, e a Xiaomi não confirmou publicamente nem o cancelamento nem qualquer valor de venda.

O que se perde (ou não) com o cancelamento

Se o vazamento se confirmar, o consumidor fica sem um aparelho que prometia ser um monstro de especificação: três câmeras de 200 MP (principal, ultra-wide e periscópio, com zoom óptico contínuo), lente multiespectral, lente externa magnética, chipset de ponta e tela com bordas finas nos quatro lados. Outras apurações apontam ainda a escassez global de memória RAM e armazenamento — amplificada pela corrida de empresas de inteligência artificial por componentes — como fator que teria pressionado ainda mais o custo de produção.

Faria sentido pro bolso brasileiro?

Para quem acompanha os preços de Xiaomi por aqui, o recado é claro: um salto desse tamanho dificilmente se sustentaria no varejo nacional, onde impostos e logística já encarecem qualquer topo de linha importado. Um 18 Ultra nessa faixa de preço competiria de igual para igual com flagships de marcas já consolidadas no segmento premium, um território em que a Xiaomi historicamente preferiu não entrar de cabeça. Cancelar e aguardar um cenário de componentes mais baratos parece, pelo menos no papel, a decisão mais racional.

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