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Mercado22 de set. de 2026, 09:54

Xiaomi despenca 34% no Brasil enquanto Samsung e Apple avançam

O mercado brasileiro de smartphones encolheu 11% no primeiro semestre de 2026, mas o resultado veio torto: Samsung e Apple ampliaram envios enquanto a Xiaomi, fabricante chinesa de eletrônicos, viu suas vendas despencarem 34% e caiu para 7% de participação.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Onze por cento a menos, mas ninguém perdeu igual

O mercado brasileiro de smartphones encolheu 11% no primeiro semestre de 2026 ante igual período de 2025, segundo levantamento da Counterpoint Research. O número médio esconde, porém, uma redistribuição de cartas: enquanto o total de aparelhos despachados para o varejo caiu, Samsung e Apple ampliaram suas entregas — e a Xiaomi, fabricante chinesa de eletrônicos que já foi a terceira força consolidada do país, viu suas vendas desabarem 34% na comparação anual.

Quem ganhou

Foto: reprodução/mobiletime.com.br

A Samsung ampliou os envios em 10% e passou de 38% para 42% de participação de mercado entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo intervalo de 2026 — a maior fatia entre todas as fabricantes. A Motorola, vice-líder no país, cresceu 1% em envios e foi de 30% para 31% de share, um avanço mais discreto mas suficiente para manter a segunda posição. Já a Apple foi a que mais cresceu em termos percentuais: 19% a mais em envios, o que levou sua participação de 6% para 7%, empatando tecnicamente com a Xiaomi.

Quem perdeu

A Xiaomi caiu do terceiro lugar consolidado para uma posição disputada com a Apple: sua fatia de mercado recuou de 11% para 7%, com envios 34% menores que no primeiro semestre de 2025. A Counterpoint atribui o tombo a três fatores combinados — maior disposição do consumidor brasileiro em pagar por aparelhos com especificações melhores, oferta mais ampla de outras marcas chinesas na mesma faixa de preço e os primeiros efeitos do encarecimento de componentes de memória, que pressionou especialmente os modelos de entrada.

O pano de fundo: memória cara, preço em alta

O aumento no custo de chips de memória ajuda a explicar por que o mercado como um todo perdeu fôlego. Aparelhos abaixo de US$ 99 recuaram 50% em vendas, enquanto a faixa entre US$ 100 e US$ 249 cresceu 37% e já responde por 61% do mercado nacional — sinal de que o consumidor está migrando para o segmento intermediário em vez de comprar o modelo mais barato disponível. Os cinco celulares mais vendidos do país concentraram 29% de todas as vendas no período, com o Galaxy A07 4G sozinho respondendo por 8,3% do total. A Counterpoint já projeta uma nova retração de dois dígitos para o mercado brasileiro em 2026 caso os preços continuem subindo no segundo semestre.

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