
Xiaomi lança aquecedor de banheiro que liga e desliga sozinho na China
O Mijia Smart Bathroom Heater 2C usa radar para detectar presença e automatizar aquecimento, ventilação e luz no teto do banheiro. Aparelho custa 882 yuans na China, sem previsão para o Brasil.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Aquecimento automático via radar
A Xiaomi, gigante chinesa de eletrônicos conhecida por smartphones e produtos de casa inteligente, apresentou na China o Mijia Smart Bathroom Heater 2C, um aparelho de teto que promete resolver o problema clássico de todo banheiro frio: o usuário liga o aquecedor, espera o ambiente esquentar e depois esquece de desligar. Aqui, um radar de 24 GHz assume essa tarefa sozinho, identificando a presença de uma pessoa no cômodo e acionando iluminação e ventilação de forma automática.
Na prática, é essa automação que muda a experiência de uso. Enquanto um aquecedor de banheiro tradicional depende de o morador lembrar de apertar o botão, o Mijia 2C promete entregar o ambiente já aquecido no momento em que alguém entra, sem intervenção manual.
Foto: reprodução/gizmochina.com
Specs: 3.000 W de aquecimento e luz de 1.600 lúmens
O módulo de aquecimento usa grafeno e entrega 3.000 W de potência, com distribuição de ar que oscila entre 60° e 100° para espalhar o calor de forma mais uniforme. A ventilação tem capacidade de exaustão de 180 m³/h, podendo funcionar simultaneamente ao aquecimento, e o aparelho conta com sistema de esterilização por plasma. A iluminação embutida é um LED de 1.600 lúmens, e o equipamento tem certificação IPX2 contra respingos de água.
O controle pode ser feito pelo aplicativo Mijia, por comandos de voz, programação de horários ou por um painel Bluetooth fixado na parede.
Preço e chegada ao Brasil
Na China, o Mijia Smart Bathroom Heater 2C chega às lojas em 21 de setembro pelo equivalente a 882 yuans, cerca de R$ 675 na conversão direta — valor que tende a subir caso o produto seja importado. A Xiaomi não deu qualquer sinal de lançamento internacional, e o histórico recente da marca com esse tipo de eletrodoméstico de nicho sugere que a espera por uma versão oficial no Brasil pode ser longa, senão inexistente.
Ainda assim, o preço de lançamento é competitivo perto de aquecedores de banheiro premium vendidos por aqui, o que reforça a pergunta de sempre: vale a pena importar um produto sem suporte local, sem certificação para a tomada brasileira e sem garantia, só pela conveniência de um botão a menos para apertar?