
Xiaomi lança caixa de som magnética que gruda no celular estilo MagSafe
A Bluetooth Speaker Magnetic Version da Xiaomi gruda na traseira do smartphone e também serve de suporte, mas por enquanto só está disponível via crowdfunding na China.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Uma caixinha que vira parte do celular
A Xiaomi acaba de mostrar que nem tudo em áudio portátil precisa ser sobre potência bruta. A fabricante chinesa lançou, nesta quarta-feira (19), a Bluetooth Speaker Magnetic Version: uma caixa de som que gruda direto na traseira do smartphone, com sistema magnético no estilo MagSafe da Apple, e ainda funciona como suporte para deixar o aparelho de pé.
Segundo o Canaltech, o produto pesa cerca de 95 gramas — leve o suficiente para não transformar o celular em um "tijolo" pendurado — e usa driver full-range de 1,5 polegada com 3 W de potência, bateria de 650 mAh e carregamento via USB-C. Nada que substitua uma caixa "de verdade" na sala de casa, mas suficiente para um vídeo no ônibus ou uma playlist na cozinha.
Onde entra a mágica do ímã
O diferencial é a base magnética. Em iPhones a partir do modelo 12, compatíveis com MagSafe, o encaixe é direto. Para outros aparelhos, a Xiaomi disponibiliza um anel magnético adicional que resolve a compatibilidade. Um sensor de efeito Hall identifica quando a caixa foi acoplada e liga o som automaticamente, sem precisar apertar botão. Há também um anel de luz na base, com tons de azul, roxo e rosa que reagem ao som, e a possibilidade de conectar até 10 unidades simultaneamente para criar um sistema estéreo — ou uma festa e tanto, se você tiver amigos com a mesma caixinha. A certificação IP67 garante resistência a poeira e respingos, o que faz sentido para um acessório pensado para viajar grudado no bolso.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema. O lançamento é exclusivo do Xiaomi Youpin, plataforma de financiamento coletivo da marca na China, com preço de tabela de 199 yuans (cerca de R$ 145) e valor promocional de 132 yuans (por volta de R$ 95) para quem apoiar o projeto nos primeiros dias. Até agora, a Xiaomi não confirmou distribuição internacional, e o histórico de produtos Youpin mostra que boa parte deles nunca cruza a fronteira chinesa oficialmente, dependendo de importadoras para chegar ao Brasil com frete e impostos que costumam dobrar o preço final.
Se a conversão direta já soa atrativa, a conta muda de figura quando se soma imposto de importação e logística. Vale a curiosidade e o design engenhoso, mas quem quiser a Bluetooth Speaker Magnetic Version por aqui provavelmente vai pagar bem mais que os R$ 95 anunciados na China — se é que ela chega a aparecer em algum marketplace nacional.