
Xiaomi lança caixa de som que gruda no celular com MagSafe e RGB
A Xiaomi tirou do financiamento coletivo e colocou à venda na China uma caixinha Bluetooth que se prende magneticamente na traseira do smartphone e vira suporte, com Bluetooth 6.0, IP67 e anel de luz RGB reativo à música.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um acessório que resolve um problema que você nem sabia que tinha
A Xiaomi oficializou na China o "Bluetooth Speaker Magnetic Version", uma caixinha de som que não fica jogada na mesa — ela gruda na traseira do celular e, de quebra, vira suporte. Testar esse tipo de proposta na cabeça é fácil de descartar como gimmick, mas a ideia é mais esperta do que parece: o anel magnético na base é compatível com o padrão MagSafe da Apple, então em iPhones 12 em diante basta encostar. Quem usa Android ganha um anel magnético incluso na caixa para fazer o mesmo truque. Um sensor Hall percebe a aproximação do celular e liga o alto-falante sozinho — e desliga quando você o solta. Isso muda a experiência de usar: não tem botão para lembrar de apertar, o acessório vive "grudado" no bolso ou na bolsa junto do celular e some da rotina até você precisar dele.
Specs que cabem na palma da mão
Foto: reprodução/gizmochina.com
Estamos falando de um produto pequeno mesmo: 95 gramas, com driver full-range de 1,5 polegada e 3W, resposta de frequência de 200Hz a 20kHz. Não é para substituir a caixa de som da sala, mas para dar um som decente numa chamada de vídeo ou num podcast na cozinha. O Bluetooth 6.0 é a grande atualização de geração aqui — a versão mais recente do protocolo promete menor latência e consumo mais eficiente de energia, o que ajuda a explicar como a Xiaomi conseguiu prometer autonomia relevante numa bateria de apenas 650 mAh (a marca fala em cerca de 4 horas de reprodução contínua). Selo IP67 garante que respingos de água ou poeira na cozinha não são motivo de pânico, e o aro metálico dobrável no topo funciona tanto como alça para carregar quanto como pé de apoio para deixar o celular em pé, na vertical ou na horizontal — tipo um tripé de bolso.
O toque RGB e o preço de quem veio do financiamento coletivo
A cereja do bolo é o anel de iluminação RGB na parte de baixo, que reage à música tocando. É o tipo de detalhe que não muda a qualidade sonora em nada, mas transforma o objeto: de "caixinha de som básica" para algo com uma pegada mais gamer/lifestyle. Faz sentido dentro da estratégia da Xiaomi: o produto nasceu no financiamento coletivo da Xiaomi Youpin, com preço de pré-venda de 132 yuans, e agora chega ao varejo chinês com tabela promocional de 149 yuans (válida de 1º a 30 de setembro) antes de estabilizar em 199 yuans — cerca de R$ 114 a R$ 152 na cotação atual, dependendo da faixa.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema: não há qualquer sinal de que esse acessório cruze a fronteira chinesa tão cedo. Produtos saídos do financiamento coletivo da Xiaomi Youpin costumam ficar restritos ao mercado local por meses — quando chegam a sair de lá. Se algum dia pintar por aqui via importação, o preço de tabela em yuans (equivalente a R$ 150, grosso modo) provavelmente vai dobrar ou triplicar com frete, impostos e margem de revendedor, ficando na casa dos R$ 300 a R$ 400 — valor que já esbarra em caixas de som bluetooth "de verdade" com bateria e potência muito maiores. Para quem vive de celular na mão e curte o visual RGB, é um mimo divertido; como proposta de custo-benefício sonoro, ainda não convence.