
Xiaomi lança panela elétrica com cuba removível que imita panela tradicional
A Mijia Smart IH Rice Cooker 2 Multifunctional Edition chega à China com cuba de titânio removível, aquecimento 3D IH e financiamento coletivo a partir de setembro. Vale acompanhar o preço em yuan e pensar se compensaria importar.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Uma panela elétrica que finge não ser uma panela elétrica
A Xiaomi apresentou a Mijia Smart IH Rice Cooker 2 Multifunctional Edition, e o destaque aqui não é potência nem app — é design. A cuba interna é removível e, fora da base, parece uma panela de cozinha comum, com alças laterais e sistema anti-queda. Dá pra tirar do aparelho e levar direto pra mesa sem parecer que você está servindo comida de um eletrônico. É um detalhe bobo até você lembrar que a maioria das panelas elétricas te obriga a servir com concha dentro de uma carcaça de plástico que ninguém quer ver no jantar.
Especificações: o que muda de verdade
A nova geração vem em duas capacidades, 3 e 4 litros, ambas com 1.300 W de potência e sistema de aquecimento 3D IH, que envolve a cuba e distribui calor de forma mais uniforme que o aquecimento tradicional por resistência no fundo. A cuba é de composto de titânio fundido, com 3 mm de espessura e revestimento sem flúor — isso importa menos pelo marketing de "livre de PFAS" e mais porque revestimento sem flúor bem feito costuma reter calor melhor e durar mais ciclos sem descascar, que é o calcanhar de aquiles de panela elétrica barata.
Na prática, a Xiaomi promete arroz pronto em cerca de 26 minutos no modo rápido, manutenção de temperatura por até 12 horas e nove modos de cozimento, incluindo vapor, ensopados e preparo sem água. Também dá pra programar o início do cozimento com até 24 horas de antecedência e puxar receitas do aplicativo Mijia — a empresa fala em mais de 100 receitas na nuvem.
Preço, disponibilidade e a pergunta de sempre
A versão de 3 litros sai por 649 yuans (cerca de R$ 497) e a de 4 litros por 689 yuans (cerca de R$ 528), com vendas abrindo em financiamento coletivo na Xiaomi Youpin a partir de 6 de setembro — só na China, sem data para outros mercados.
Esse é o ponto de sempre com Xiaomi fora do circuito principal: convertido, o preço é competitivo até para panela elétrica de entrada no Brasil, mas isso é preço de fábrica chinesa, sem imposto de importação, sem frete, sem plugue e voltagem adaptados. Historicamente, produtos assim só chegam por importação paralela, e aí a conta muda bastante. Vale a pena? Pela cuba de titânio e o aquecimento 3D IH, sim, é upgrade real sobre panela elétrica comum. Mas antes de cogitar trazer uma, é bom esperar se a Xiaomi vai formalizar distribuição em mercados como o brasileiro — comprar às cegas de importadora nesse tipo de produto é jogar com garantia.