
Xiaomi vai trazer Redmi Note 17 Pro e Poco X8 ao Brasil, aponta Anatel
Certificação da Agência Nacional de Telecomunicações revela dois intermediários quase gêmeos, com tela AMOLED de 6,83", Snapdragon 6s Gen 4 e baterias gigantes de até 9.000 mAh. Resta saber se o preço vai justificar a compra por aqui.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Dois irmãos quase gêmeos batem na porta da Anatel
A Xiaomi, fabricante chinesa de eletrônicos que também controla as marcas Redmi e Poco, protocolou na Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações, a certificação de dois aparelhos novos: o Redmi Note 17 Pro e o Poco X8. Os documentos, vistos em primeira mão pelo Tecnoblog, foram emitidos na terça-feira (15/9) e usam os códigos 2607DRA18T e 2607DRA18G para o Redmi, e 2607DPC18G para o Poco. Certificação na Anatel não é garantia de lançamento imediato, mas costuma ser o sinal mais confiável de que um modelo está a caminho das prateleiras brasileiras.
Ficha técnica quase idêntica — e isso não é acidente
O que chama atenção é o quanto os dois aparelhos se parecem no papel. Ambos trazem tela AMOLED de 6,83 polegadas, resolução 1,5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico de 3.500 nits — números de dar inveja a intermediários de duas gerações atrás. O processador também é compartilhado: o Snapdragon 6s Gen 4, de 4 nanômetros, da Qualcomm. Não é a primeira vez que a Xiaomi usa a mesma base de hardware para maquiar o Redmi e o Poco com identidades visuais diferentes — é basicamente a receita da casa desde que a Poco virou submarca independente.
A bateria é o gancho comercial da vez. As fontes apontam capacidades de 8.300 mAh a 9.000 mAh, com célula de silício-carbono — tecnologia que permite mais energia em um volume menor do que as baterias de íon-lítio tradicionais. Para efeito de comparação, é quase o dobro do que se via em intermediários de poucos anos atrás, quando 5.000 mAh já era considerado generoso. Os dois vêm com carregador de 67 W na caixa, o que sugere recarga completa em pouco mais de uma hora, mesmo com uma bateria tão maior.
Na câmera, o padrão apurado é o conjunto traseiro de 50 MP principal mais um sensor auxiliar de 2 MP, com frontal entre 8 MP e 16 MP a depender da variante — nada revolucionário, mas coerente com a categoria.
Vale o preço no Brasil?
Ainda não há data nem preço confirmados para a chegada por aqui, e a própria Xiaomi não anunciou cronograma oficial. É aí que mora a pergunta que importa: quando esses aparelhos desembarcarem, o preço brasileiro vai refletir o avanço real de bateria e tela, ou vamos pagar o de sempre — import tax, câmbio e margem — por uma geração que, no exterior, já é vendida como intermediária de entrada? Histórico recente da marca no país sugere cautela: specs generosas no papel nem sempre chegam com etiqueta condizente depois da nacionalização.