
Xona capta US$ 300 mi para rivalizar com o GPS via satélite
Startup americana lançou seis satélites com a SpaceX e mira constelação de 258 unidades para navegação de precisão em centímetros. Beta deve chegar a EUA, Europa, Japão e Coreia do Sul até 2028.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
US$ 300 milhões para rivalizar com o GPS
A Xona Space Systems, startup fundada em 2019 por cinco engenheiros formados em Stanford, já captou mais de US$ 300 milhões de investidores de venture capital — incluindo US$ 20 milhões da Força Espacial dos Estados Unidos, braço militar americano responsável por operações no espaço. O dinheiro banca uma alternativa comercial ao GPS, com beta previsto para começar em breve.
Seis satélites no ar, 258 planejados
A empresa colocou em órbita seis satélites em outubro de 2026, lançados por um foguete da SpaceX: quatro construídos sobre plataforma da Aerospace Labs e dois inteiramente pela própria Xona. É só o começo — a constelação final, batizada de "Pulsar", deve somar 258 satélites. A cobertura beta está planejada para Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia do Sul até 2028.
Precisão em centímetros, não metros
A promessa técnica é o diferencial: enquanto o GPS tradicional entrega posicionamento com margem de metros, a Xona quer oferecer centímetros, com sinal forte o suficiente para funcionar dentro de prédios e em áreas urbanas densas, além de maior resistência a interferências — um problema crescente para sistemas de navegação por satélite.
O alvo não é o motorista comum
A Xona não compete com o GPS gratuito que já está em todo smartphone. A mira é o mercado de hardware de posicionamento de alta precisão, usado em veículos autônomos, robôs agrícolas e aplicações industriais que não toleram erro de metros. Bilhões de receptores são vendidos todos os anos nesse nicho, e é aí que a empresa quer cobrar. A TimeBeat, companhia especializada em sincronização eletrônica de tempo, já aparece como parceira.
O que ainda não se sabe
Falta a Xona anunciar preço do serviço, modelo de assinatura para empresas e um cronograma mais detalhado para os 252 satélites restantes da constelação Pulsar. Também não está claro quanto tempo vai levar até o sistema ficar disponível fora dos quatro mercados iniciais previstos para 2028.