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Gadgets05 de out. de 2026, 09:49

XTRA pede desculpas por atraso nas câmeras Muse 2 e Muse 2 Pro

A fabricante XTRA admitiu publicamente o atraso das câmeras Muse 2 e Muse 2 Pro, que rivalizariam com a DJI, e disse estar trabalhando para lançar a nova geração assim que possível.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Desculpas públicas por um lançamento que não sai do papel

A XTRA, fabricante de câmeras de ação e gimbal que vende seus produtos nos EUA e costuma lançar modelos muito parecidos com os da DJI, gigante chinesa de drones e câmeras de ação, admitiu publicamente o atraso das câmeras Muse 2 e Muse 2 Pro. Os produtos foram apresentados ainda em julho, reforçados em agosto, e até agora não têm data de chegada ao mercado — um atraso que já passa de cinco meses.

Em comunicado, a empresa foi direta: "Não vamos lançar uma data vaga até que o hardware e o firmware estejam 100% verificados". E completou: "Apesar dos contratempos e atrasos ao longo do caminho, nosso compromisso com uma verdadeira XTRA CHOICE nunca vacilou".

Foto: reprodução/petapixel.com

O que está por trás do atraso

A justificativa oficial é controle de qualidade. Mas a cobertura internacional, incluindo o site especializado CinED e a revista PetaPixel, aponta outro fator relevante: a XTRA está sob investigação da FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, suspeita de ter copiado hardware da DJI. A agência propôs multa de US$ 25 mil e ameaçou banir a importação dos produtos da marca.

Segundo o PetaPixel, o Muse 2 Pro guarda semelhanças técnicas difíceis de ignorar com a câmera de bolso mais recente da DJI: sensor CMOS de 1 polegada, gimbal de três eixos e uma segunda lente teleobjetiva. Já em julho, a XTRA havia pausado o programa de pré-venda do Muse 2 Pro nos EUA e começou a devolver o dinheiro de quem já tinha reservado o produto.

Vale lembrar que a XTRA não está 'banida' — produtos já lançados continuam disponíveis e com suporte, segundo a própria empresa. O que não existe, por ora, é uma data confiável para a nova geração.

Vale esperar?

A ideia da XTRA sempre foi vender câmeras de ação e gimbal com especificação parecida à da DJI por um preço mais baixo. É um apelo que funciona bem no bolso do consumidor, mas que também é o motivo de boa parte da dor de cabeça regulatória atual. Sem data de lançamento, sem confirmação de chegada ao Brasil e com a Receita Federal e a Anatel de olho em qualquer importação não homologada, o conselho por aqui é o mesmo de sempre: esperar o produto existir de fato antes de se animar. Prometer é fácil; entregar com a FCC no pé, nem tanto.

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