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Mercado14 de set. de 2026, 21:43

YC aposta em deep tech: as 9 startups mais quentes do Demo Day, segundo VCs

Investidores apontaram nove startups como as mais comentadas do último Demo Day da Y Combinator, batch marcado pela virada da aceleradora rumo a hardware e deep tech — de reatores nucleares flutuantes a chips com neurônios humanos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Nove nomes, um recado do mercado

Nove. É o número de startups que investidores early-stage destacaram como as mais comentadas do mais recente Demo Day da Y Combinator, em levantamento feito pelo TechCrunch junto a VCs que acompanharam as apresentações. O recorte chama atenção menos pela quantidade e mais pelo padrão: o batch teria pendido fortemente para deep tech — hardware, energia, robótica e computação biológica — em vez do SaaS raso que dominou ciclos anteriores da aceleradora americana, uma das mais influentes do Vale do Silício na formação de startups em estágio inicial.

Segundo um investidor citado pela reportagem, a tecnologia apresentada "parecia ficção científica", mas o consenso entre os VCs foi que as valuations, desta vez, estariam mais equilibradas do que nas safras recentes — um contraste com o excesso especulativo visto em ciclos anteriores ligados à euforia da IA.

Quem puxa a fila

A Automarine, que desenvolve data centers nucleares flutuantes instalados no mar, apareceu com uma das maiores valuations do lote e já teria acumulado mais de US$ 4 bilhões em cartas de intenção de clientes — um sinal de que o mercado de energia para IA virou terreno fértil para apostas mais ousadas.

No mesmo patamar de valuation está a Isengard Industries, fabricante de drones de ataque e contra-ataque movidos a jato e produzidos localmente, que já fatura US$ 10 milhões — tração pouco comum para uma empresa recém-saída do programa da aceleradora.

Já a Nori, criadora de robôs humanoides de baixo custo (cerca de US$ 1.600) voltados a tarefas domésticas, vendeu quase meio milhão de dólares em produtos em apenas seis semanas de existência, evidenciando apetite do consumidor por robótica acessível. Na mesma linha, a Cosmic Robotics, focada em robôs autônomos para levantamento de cargas pesadas, já soma US$ 25 milhões em contratos previstos até 2027.

O resto do pelotão

Completam a lista a Dipole Labs (redes ópticas de alta velocidade e baixo consumo para data centers de IA), a Lamb Labs (chips de inferência com pesos de modelos de IA embutidos em hardware), a Praxis AI (coleta de dados do mundo real para treinar robôs, já presente em mais de 150 ambientes), a Parasma (computação a partir de células cerebrais humanas treinadas) e a Waddle Labs (camada de API que gera código de controle para robôs).

O fio condutor entre os nove nomes é claro: energia, robótica física e infraestrutura para IA deslocaram o software puro como aposta favorita dos VCs que acompanham a vitrine da Y Combinator.

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