
YouTube leva busca por IA 'Ask YouTube' para o celular nos EUA
Recurso que troca busca por palavra-chave por conversa com IA, disponível desde maio no computador e na TV, chega agora a Android e iOS nos Estados Unidos.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Busca por conversa chega ao bolso
O YouTube expandiu o recurso Ask YouTube para celulares Android e iOS nos Estados Unidos. A novidade estava disponível desde maio, mas só no computador e na TV. Agora dá para abrir uma janela de conversa com uma IA generativa direto do aplicativo.
A função troca a busca por palavra-chave por perguntas em linguagem natural. O usuário toca em "Ask" na barra de busca e escreve algo como "roteiro de três dias em [cidade]". A IA responde combinando trechos de vídeo, texto e recomendações relacionadas — e permite abrir o vídeo exatamente no ponto que responde à pergunta.
Isso é diferente da busca tradicional, que lista vídeos por tema e deixa o usuário escolher qual abrir. Com o Ask YouTube, a plataforma já filtra o conteúdo relevante dentro dos próprios vídeos antes de entregar a resposta — inclusive aceitando perguntas de seguimento, para refinar o resultado sem reiniciar a busca, como numa conversa com assistente.
A expansão é um capítulo da corrida das big techs para colocar IA generativa dentro da busca. O Google, dono do YouTube, já testa o AI Mode na busca tradicional, e outras plataformas de vídeo e redes sociais avaliam ferramentas parecidas. No YouTube, a empresa afirma que a conversa com IA deve chegar também à página de vídeo enquanto o usuário assiste Shorts e transmissões em live — função ainda sem data de lançamento.
A mudança também pressiona concorrentes diretos: TikTok e Instagram já testam busca conversacional dentro dos próprios apps, mirando o mesmo público que usa vídeo curto para pesquisar, não só para se entreter.
Por ora, o Ask YouTube continua restrito aos Estados Unidos. O Google não informou quando a ferramenta chega a outros países, incluindo o Brasil, nem quantos usuários já têm acesso ao recurso no celular. Falta responder, então, quando — e se — a função chega por aqui, e se o acesso será gratuito ou ficará restrito a quem paga o YouTube Premium.