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IA26 de out. de 2026, 23:07

YouTube libera feeds personalizados por comando em linguagem natural

Recurso Custom Feed deixa usuário descrever o que quer ver, tipo 'podcasts para 30 minutos de trajeto', e gera uma aba só com isso. Função está restrita aos EUA e tem limite de feeds simultâneos.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Três feeds de graça, oito no Premium

O YouTube começou a liberar o Custom Feed, recurso que troca categorias fixas por um campo de comando. A pessoa digita o que quer ver, tipo "podcasts para 30 minutos de trajeto" ou "vibe de café com jazz e vlogs de comida de rua", e o app monta uma aba só com aquilo na tela inicial. Contas gratuitas podem manter até 3 feeds personalizados ativos ao mesmo tempo; quem paga o Premium chega a 8.

O recurso foi anunciado em maio de 2026 e ganhou força em setembro, no evento Made on YouTube, antes de começar a chegar a mais usuários nas últimas semanas.

Como funciona na prática

Na Home, um ícone de "+" abre a opção de digitar um prompt descritivo ou escolher sugestões prontas. O sistema usa modelo da família Gemini, da própria Google, para interpretar o pedido e montar a lista de vídeos. O feed resultante fica salvo como um chip ao lado das abas tradicionais, como Música e Podcasts, e continua se atualizando com sugestões novas nos dias seguintes — não é uma busca única, e sim uma aba viva.

Segundo a central de ajuda do Google, cada prompt expira depois de 30 dias sem uso: passado esse prazo, o feed personalizado some e precisa ser recriado.

Quem tem acesso agora

A disponibilidade ainda é limitada. Por ora, o Custom Feed funciona apenas nos Estados Unidos, com o idioma do aparelho configurado em inglês, para contas com histórico de visualização e de busca ativados. O suporte oficial do Google lista funcionamento em smartphones Android, iPhone e computador — tablets ficam de fora. Há ainda a exigência de conta com 13 anos ou mais, padrão já usado em outros recursos do YouTube.

Não há data anunciada para o recurso chegar a outros países ou idiomas, nem sinal de quando (ou se) o Brasil entra na lista. Também falta esclarecer se o histórico de prompts alimenta o algoritmo geral de recomendação do usuário ou se fica isolado dentro de cada feed — ponto que o Google ainda não detalhou publicamente.

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