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Mercado26 de out. de 2026, 22:43

YouTube vai adotar codec AV2 em 2027 para reduzir engasgos no streaming

A partir de 2027, o YouTube passará a usar o codec AV2 na versão web para cortar o consumo de internet e reduzir travamentos durante a reprodução de vídeos. O anúncio foi feito pelo Diretor de Engenharia do YouTube, Des Keane.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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2027 é a data que vai mudar o streaming de vídeo

Em 2027, o YouTube começa a rodar o codec AV2 na sua versão web — e essa troca promete atacar diretamente o maior incômodo de quem assiste vídeo com internet limitada: o engasgo. A confirmação veio de Des Keane, Diretor de Engenharia do YouTube, que apontou o novo padrão como a peça central da estratégia da plataforma para entregar mais qualidade gastando menos dados.

O que o AV2 muda na prática

O AV2 é o sucessor do AV1, desenvolvido pela AOMedia (Alliance for Open Media, consórcio de empresas de tecnologia que cria padrões de vídeo abertos e gratuitos) e lançado em 2026. Ele promete reduzir a taxa de bits necessária para manter a mesma qualidade de imagem, o que na prática significa vídeos mais leves para transmitir — e, consequentemente, menos pausas para buffer em conexões mais lentas. Cobertura internacional, como a do TweakTown e da Android Authority, estima um ganho de eficiência de compressão de cerca de 30% em relação ao AV1: um vídeo que hoje demanda 20 Mbps poderia manter qualidade similar com algo próximo de 14 Mbps.

Por que isso importa pro mercado

A mudança não é cosmética. Mais de 90% do catálogo do YouTube já é compatível com AV1, o que deve facilitar a transição para o novo codec sem exigir reprocessamento em massa. O AV2 foi desenhado para lidar bem com conteúdos em 4K e 8K, além de beneficiar transmissões ao vivo e aplicações de realidade virtual e aumentada — frentes que o YouTube vem empurrando como diferencial competitivo frente a Netflix, Twitch e redes sociais de vídeo curto.

O movimento também pressiona o resto da indústria. A Meta, controladora de Facebook e Instagram, já confirmou que pretende adotar o AV2, ainda sem prazo definido. Se o maior player de vídeo do mundo sai na frente, a tendência é que fabricantes de chips e navegadores acelerem o suporte a decodificação por hardware, hoje ainda incipiente para o novo padrão.

O que isso resolve pro usuário final

Para quem depende de internet móvel, Wi-Fi compartilhado ou planos de dados limitados — realidade comum em boa parte do Brasil —, a promessa é direta: vídeos em qualidade mais alta consumindo menos franquia de dados, com menos daquelas pausas irritantes de carregamento. A dúvida que fica é o ritmo real de adoção, já que a maioria dos vídeos hoje ainda usa AV1 e o suporte de hardware para o AV2 ainda está em estágio inicial.

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