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Mercado12 de ago. de 2026, 11:12

Yulu capta US$ 93 milhões e mira frota de 200 mil e-bikes na Índia

A startup indiana de mobilidade elétrica fechou uma Série C de US$ 93 milhões liderada pela GEF Capital e quer quadruplicar a frota até 2028, surfando o boom do quick-commerce indiano.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 93 milhões, dos quais um terço é dívida

A indiana Yulu levantou US$ 93 milhões em uma rodada Série C — sendo US$ 63 milhões em capital novo e US$ 30 milhões em dívida — liderada pela gestora GEF Capital Partners. Segundo fontes ouvidas pelo TechCrunch, o aporte avalia a companhia em cerca de US$ 170 milhões, número que a empresa não confirma oficialmente. Do total captado, US$ 5,5 milhões foram usados para recomprar ações de investidores mais antigos, dando liquidez a quem apostou cedo no negócio.

Quem ficou de fora

Dois nomes pesados do cap table da Yulu, a fabricante de veículos Bajaj Auto e a canadense Magna International, abriram mão do direito de preferência e não colocaram dinheiro novo nesta rodada — um sinal a observar, já que ambas têm know-how em manufatura de veículos que poderia ter puxado a rodada.

A aposta: quadruplicar a frota

Hoje a Yulu opera cerca de 50 mil veículos elétricos em 12 cidades indianas e planeja chegar a 200 mil unidades em até dois anos, com expansão para cerca de 20 cidades — Chennai e Pune entre os próximos alvos. Parte da frota adicional vai vir do "Yulu Express", um scooter elétrico mais rápido voltado a entregas de longa distância e mototáxi, que deve responder por um terço da frota futura.

O motor por trás do negócio

A empresa surfa o boom do quick-commerce indiano: entregadores dependem cada vez mais de aluguel semanal de e-bikes para dar conta do volume de pedidos. A Yulu diz rodar 1,6 milhão de milhas por semana com emissão zero e viabilizar mais de 750 mil entregas diárias. A receita, segundo a empresa, cresceu sete vezes entre os anos fiscais de 2023 e 2026, e a companhia já opera com Ebitda positivo.

O que vem depois

O CEO e cofundador Amit Gupta disse esperar que esta seja a última rodada de equity antes de um eventual IPO — expansões futuras devem ser financiadas por dívida e leasing, com meta de lucratividade operacional prevista para o próximo ano fiscal. Falta saber se o mercado de quick-commerce indiano vai manter o ritmo de crescimento que sustenta essa aposta, e se rivais vão reagir com aportes semelhantes.

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