
Zenbook Duo: a Asus aposta em duas telas e no chip mais forte da Intel
A Asus lançou no Brasil o Zenbook Duo com duas telas OLED de 14 polegadas e o novo Intel Core Ultra X9. A pergunta que fica é se R$ 29.999 se justificam fora do papel.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Duas telas, uma decisão e tanto
A Asus lançou nesta quarta-feira (12) o Zenbook Duo no Brasil, e o que salta aos olhos não é só o chip novo — é a proposta de trocar o teclado físico fixo por duas telas OLED de 14 polegadas e um teclado destacável magnético. Na prática, isso significa que o notebook que você compra hoje pode virar um monitor duplo amanhã, sem cabo, sem dock. É uso real, não só ficha técnica.
O chip que a Asus queria mostrar primeiro
Foto: reprodução/canaltech.com.br
O Zenbook Duo é a estreia comercial do Intel Core Ultra X9 da Série 3 no Brasil, com até 16 núcleos e gráficos Intel Arc B390 integrados, além de suporte a tarefas de IA on-device. É um salto de geração que a Asus fez questão de anunciar antes de qualquer concorrente por aqui — sinal de que o acordo com a Intel pesou tanto quanto o design de duas telas na decisão de lançamento.
O que muda na tela em relação à geração anterior
As duas telas ASUS Lumina Pro OLED chegam a 2.8K de resolução e até 144 Hz de taxa de atualização, com brilho de 1.000 nits — o dobro do que a geração anterior do Zenbook Duo entregava. Some a isso um chassi em Ceraluminum (mistura de cerâmica e alumínio) e uma redução de 70% no vão entre as duas telas, e dá pra sentir que a Asus tentou resolver a maior queixa desse formato: a sensação de estar usando dois pedaços de vidro colados, em vez de uma superfície única.
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Bateria e som também subiram de patamar
A autonomia chega a 32 horas com uma tela ligada em vídeo offline, caindo para 18 horas com as duas telas ativas — números que fazem sentido para quem realmente vai usar o segundo painel o dia inteiro. O áudio, com seis alto-falantes, promete volume 125% maior que o modelo anterior, o que no dia a dia deve significar menos dependência de fone em videochamada.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora a pergunta inevitável: R$ 29.999 é um valor de notebook premium mesmo pelos padrões brasileiros, ainda mais num mercado castigado por imposto e câmbio. A proposta de duas telas continua sendo nicho — ótima para quem vive entre planilhas, apresentações e multitarefa pesada, mas dispensável para quem só quer digitar e navegar. O chip novo da Intel é um argumento de peso técnico, mas argumento técnico não paga boleto. Fica a dúvida se o público disposto a pagar essa conta no Brasil é grande o suficiente para justificar a aposta da Asus.